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Cine Morena: Samba Riachão, o documentário sobre o genial sambista baiano

O soteropolitano Riachão, que tinha planos de lançar um disco de inéditas em 2020, morreu nesta segunda aos 98 anos

Riachão no 25º Prêmio da Música Brasileira, em 2014. Foto: Roberto Filho/CC
Da Redação
30 de março de 2020, 12h40

Em homenagem ao sambista Riachão, falecido aos 98 anos na madrugada desta segunda-feira, reproduzimos o documentário Samba Riachão, de Jorge Alfredo, vencedor do prêmio de melhor filme pelo júri popular no 34º Festival de Brasília, em 2001. Nascido em Salvador em 1921, Clementino Rodrigues se tornou mais conhecido pelo apelido de Riachão. Morreu tranquilamente, enquanto dormia, em sua casa no bairro do Garcia, na capital baiana.

Durante o carnaval deste ano, que acompanhou da varanda de sua casa, o compositor de Vá Morar com o Diabo e Cada Macaco no Seu Galho declarou ao jornal A Tarde que tinha planos de lançar um novo disco em 2020, com músicas inéditas e clássicos. “Minha idade já está avançada. Eu tenho alguns parentes e amigos que querem continuar, eu junto com eles, a fazer essa alegria. Se Deus me permitir, eu participarei desse evento. Minha vida é a música. Minha música, para mim, é Deus”, disse.

“Samba Riachão percorre os caminhos sinuosos da vida de um artista negro, pobre e famoso. Assim como o samba… Um artista performer, quase um clown… Depois que as luzes apagam-se e ele recebe a louvação da platéia, faz questão de cantar mais uma música, e agradecer ao público por mais um dia feliz. Pode ser uma multidão ou apenas um punhado de gente; para ele tanto faz; esse momento é sempre sagrado”, disse o diretor Jorge Alfredo em entrevista ao site Carta Maior na época do lançamento.

“Minha vida é a música. Minha música, para mim, é Deus”, disse Riachão no carnaval deste ano. O compositor morreu tranquilamente, enquanto dormia, em sua casa no bairro do Garcia, em Salvador

“Quando Caetano gravou em 1972 Cada Macaco No Seu Galho, o público jovem brasileiro tomou conhecimento da música de Riachão. O mesmo voltou a acontecer em 2001 quando Cássia Eller regravou Vá Morar com o Diabo. A importância de Riachão no cenário musical brasileiro só o tempo dirá. Na Bahia ele é uma grande referencia musical. Mas, o Brasil ainda não conhece o Brasil.”

Assistam e conheçam Riachão.

 

 


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Paulo Luiz Martins em 03/04/2020 - 18h58 comentou:

Um artista fenomenal. Uma das referências para minha geração que ama a MPB. Pena que esses GRANDES maiúsculo mesmo, como Clementina, Cartola, Nelson Cavaquinho…tenham sido “descobertos” meio que tardiamente. Vá em paz Riachão, fazer a alegria dos bons no céu!

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