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De olhos bem abertos

O ideal antes de ir ver a sensacional exposição Stanley Kubrick, em cartaz até janeiro no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, é assistir ou rever todos os filmes do diretor. Assim, a sensação de imersão é mais completa. Inédita na América Latina, a mostra transporta o público ao universo de Kubrick […]

Cynara Menezes
06 de novembro de 2013, 18h08

(cena clássica de Laranja Mecânica)

O ideal antes de ir ver a sensacional exposição Stanley Kubrick, em cartaz até janeiro no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, é assistir ou rever todos os filmes do diretor. Assim, a sensação de imersão é mais completa. Inédita na América Latina, a mostra transporta o público ao universo de Kubrick através de fotos, figurinos e cartazes originais, além da reconstituição dos cenários. E, claro, trechos dos filmes.

(Kubrick nas filmagens de 2001)

Idealizada pelo Deutsches Filmmuseum Frankfurt, pela viúva do diretor, Christiane Kubrick, e pela The Stanley Kubrick Archive da University of The Arts London, a exposição foi aberta em 2004 e já passou por Berlim, Melbourne, Zurique, Roma, Paris, Amsterdam e Los Angeles antes de vir para São Paulo. Me falaram por lá que é possível que viaje a outras capitais, mas se eu fosse você não arriscava.

É uma oportunidade imperdível passear pelo sinistro hotel de O Iluminado (1980), pelo Korova Milk Bar de Laranja Mecânica (1971) ou pela nave de 2001, Uma Odisséia no Espaço (1968). As máscaras do último trabalho do cineasta, De Olhos Bem Fechados (1999) também estão por lá, convidando o público ao voyeurismo… E mais não digo para não estragar a surpresa.

(máscara de De Olhos Bem Fechados)

Nascido em Nova York em 1928, Stanley Kubrick é um dos maiores cineastas de todos os tempos, embora tenha recebido um só Oscar em toda a carreira –e por efeitos especiais, por 2001, o que diz muito sobre a indústria cinematográfica, porque foi indicado melhor diretor quatro vezes. Kubrick começou como fotógrafo, mas aos 22 anos já dirigia seu primeiro curta. Após os problemas que teve nas filmagens do blockbuster Spartacus (1960), percebeu que não teria liberdade criativa em Hollywood e decidiu se radicar na Inglaterra, onde viria a morrer, em 1999.

Alguns dos filmes de Kubrick chegaram a ser proibidos em alguns países, como Laranja Mecânica. No Brasil, a censura só liberou a obra em 1978, e ainda assim com bolinhas pretas que cobriam os genitais dos atores nas cenas de nudez, fazendo correr a anedota que eram a “laranja” do título… Fico pensando qual seria a reação dos Felicianos da vida, ainda hoje, se Lolita (1962), baseado na obra homônima de Vladimir Nabokov, fosse lançada agora. Kubrick, aliás, dizia que teria dado maior ênfase ao erotismo entre a pré-adolescente Lolita e o coroa Humbert Humbert se pudesse refilmar a película.

(O cenário de Lolita. Foto: divulgação)

A exposição de Kubrick foi feita em parceria entre o MIS e a Mostra de Cinema de São Paulo, onde o diretor foi o grande homenageado este ano. Outra parceria do MIS, com a editora Cosac Naify, resultou na publicação do livro Conversas com Kubrick, de Michel Ciment, com prefácio de Martin Scorsese. Os fãs deliciados agradecem.

Vão lá:

Exposição Stanley Kubrick
Onde: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Avenida Europa, 158
Quando: até 12/01/2014, de terça a sexta, das 12 às 21h; sábados das 10h às 22h; domingos e feriados das 11h às 21h
Quanto: R$10 (inteira) e R$5 (meia). Terça-feira é GRÁTIS

 


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(4) comentários Escrever comentário

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Lorayne em 08/11/2013 - 23h45 comentou:

Cynara, vc tem informações se essa exposição virá à Brasília? Abs, Lorayne.

Responder

    morenasol em 09/11/2013 - 02h43 comentou:

    oi! eles falaram que possivelmente irá pra outros lugares, mas ainda não se sabe ao certo.

Antonio em 01/12/2014 - 15h35 comentou:

Hollywood!!! kkkkkk

Responder

Antonio em 01/12/2014 - 15h36 comentou:

O MIS não é coxinha?

Responder

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