Socialista Morena
Cultura

Em versão online e gratuita, BIFF tem 27 filmes e tributo a Kirk Douglas

Festival, já em sua 7ª edição, terá também uma versão "Júnior", com animações e filmes para crianças e adolescentes

Kirk Douglas como Van Gogh nas filmagens de Sede de Viver, em 1955. Foto: Frank Scherschel
Da Redação
21 de abril de 2020, 13h03

Cinéfilos na quarentena, preparem as pipocas: em virtude da pandemia de coronavírus, o já tradicional BIFF (Festival Internacional de Cinema de Brasília), em sua 7ª edição, vai acontecer até o dia 26 de abril totalmente online e gratuito através da plataforma LOOKE, este ano também em versão Júnior, com filmes e animações para crianças e adolescentes. Serão ao todo 27 filmes, entre ficções e documentários. No tributo a Kirk Douglas, cinco clássicos em homenagem ao legendário ator, morto em fevereiro aos 103 anos.

O BIFF abre nesta terça-feira às 19h30 com a exibição de Anna Karina, Para Você lembrar (Anna Karina, souviens toi), de Dennis Berry, companheiro da atriz falecida em dezembro passado, documentário no qual a “musa da Nouvelle Vague” relembra sua trajetória, desde a infância em Copenhagen, na Dinamarca, a fuga para Paris aos 17 anos, a carreira de modelo e o convite para estrelar O Pequeno Soldado, de Jean-Luc Godard, que daria início a uma parceria profissional e amorosa de seis anos e que lançaria a atriz como um dos maiores nomes do cinema na França.

Anna Karina em cena de Pierrot Le Fou, de Godard, em 1965

Na mostra competitiva, os filmes Corpus Christi, indicado pela Polônia como concorrente ao Oscar; The French Teacher – Um Amor a Três, drama italiano de Stefania Vasconcellos; Encantado, o Brasil em Desencanto, onde convidados como Jean Wyllys e Leandro Karnal analisam a história brasileira recente; Me Leve Para Um Lugar Legal, road-movie na Bósnia; o documentário Mapa de Sonhos Latinoamericanos; Fendas, ficção a partir do universo subjetivo de uma pesquisadora de física quântica; Hálito Azul, documentário sobre os pescadores da Ilha de São Miguel, nos Açores; e Blue Girl, do Curdistão, um doc sobre as crianças das montanhas e sua paixão pelo futebol.

Estes oito títulos concorrem aos prêmios do Júri Oficial e Júri Popular (ambos no valor de 10 mil reais), além do Prêmio da Crítica José Carlos Avellar para Melhor Filme (troféu). O Júri Oficial é presidido pela atriz, diretora e produtora Bárbara Paz e contará com o crítico de cinema Miguel Barbieri e com a cineasta, roteirista, atriz e produtora Sabrina Fidalgo. O crítico e professor Pablo Gonçalo será jurado do Prêmio José Carlos Avellar. A votação do Júri Popular será feita pela própria plataforma da LOOKE.

Já na Mostra Grandes Estreias, o BIFF exibe filmes inéditos como Liberté, do espanhol Albert Serra, que conquistou o Prêmio Especial do Júri na mostra Um Certo Olhar do último Festival de Cannes. E ainda Até que Você me Ame, thriller inspirado no ator, cineasta e comediante Stephen Fry, o italiano Um Sonho de Família e Uma Lição de Amor, drama belga sobre a relação de um pai com a filha de cinco anos que havia abandonado. Para homenagear Brasília, que está completando 60 anos, os filmes Cano Serrado, de Erik de Castro, e o documentário Tesouro Esquecido, sobre uma importante coleção de arte da Alemanha Oriental  que se encontra escondida na capital federal.

No tributo a Kirk Douglas, só o ouro: A Montanha dos 7 Abutres, de Billy Wilder; Assim Estava Escrito, de Vincente Minnelli; Sede de Viver, também de Vincente Minnelli em co-direção com George Cukor, onde Douglas interpreta Van Gogh; o mega-sucesso de bilheteria Spartacus, de Stanley Kubrick; e Sua Última Façanha, de David Miller.

Cena do espanhol “Mortadelo e Salaminho”

Entre os destaques do BIFF Júnior, a animação espanhola Mortadelo e Salaminho em Missão Inacreditável, a comédia norte-americana CRSHD, a animação brasileira Peixonautas: O Filme e a co-produção Colômbia/Uruguai para O Livro de Lila, uma metáfora sobre memória, livros e crescer em meio às novas tecnologias.

Haverá ainda cursos online gratuitos como o workshop Documentário – Da origem à Produção Contemporânea, com a documentarista e jornalista Flavia Guerra; o debate Mulheres em Protagonismo – A batalha feminina por espaço no mercado audiovisual, com mediação da cineasta Cibele Amaral e tendo como convidadas a advogada e produtora cinematográfica Debora Ivanov, Flavia Guerra e Krishna Mahon, criadora do canal no Youtube “Imprensa Mahon”; e cinco ‘aulas magnas’ sobre o homenageado Kirk Douglas, ministradas pelo curador Mario Abbade antes de cada filme do tributo ao ator.

Confira a programação completa no site do festival.

 


Apoie o site

Se você não tem uma conta no PayPal, não há necessidade de se inscrever para assinar, você pode usar apenas qualquer cartão de crédito ou débito

Ou você pode ser um patrocinador com uma única contribuição:

Para quem prefere fazer depósito em conta:

Cynara Moreira Menezes
Caixa Econômica Federal
Agência: 3310
Conta Corrente: 23023-7
(2) comentários Escrever comentário

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião da Socialista Morena. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie.

Tânia Santos Carôso em 22/04/2020 - 20h03 comentou:

Olá Cinara
Admiro muito seu trabalho e suas analises politica no 247. Parabéns!!!!

Responder

Patrícia Maria Oliveira Braga em 25/04/2020 - 22h21 comentou:

Olá, Cynara!

Acompanho você no Twitter e na TV247, com o Léo Attuch!
Acompanho seu site e te sigo no Twitter! 👏🏽👏🏽
Sou cinéfila!
Obrigada pelas dicas, quero ver o filme do Kirk Douglas como Van Gogh!
#FiqueEmCasa 🙏🏽🙏🏽
😘😘
Patrícia Braga
Salvador-Bahia

Responder

Deixe uma resposta

 


Mais publicações

Cultura

Capitão Fantástico contra a vidinha de merda da sociedade de consumo


Uma fábula sobre como é duro desafiar o sistema reinante, mesmo que você abra mão dele por completo

Cultura

Cine Morena: Quando Éramos Reis (1996)


Para mim, este é um dos melhores documentários de todos os tempos. Conta a história da célebre luta em 1974, no Zaire, entre Muhammad Ali e George Foreman. Junto com os dois boxeadores, ídolos da…