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A tragédia brasileira: começa a era dos Milicos do Senhor

Confira no post as imagens mais toscas (e sinistras) da posse de Jair Bolsonaro

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Da Redação
02 de janeiro de 2019, 00h41

Em um inédito discurso em Libras, a primeira-dama Michelle Bolsonaro deu o tom exato do que serão os próximos quatro anos de governo: uma mistura de religião com militarismo. Emblematicamente, ao terminar sua curta fala em que a palavra “Deus” foi citada quatro vezes, a evangélica Michelle fez um gesto de continência, seguindo o exemplo do marido, o capitão Jair, no Rolls Royce oficial, que por sua vez citou “Deus” nove vezes em seus dois discursos. O casal perfeito.

Os militares voltaram hoje ao poder no Brasil e de uma forma ainda mais perigosa do que da primeira: pelo voto popular e aliados ao que há de mais sinistro na religião neopentecostal. A agenda moral e ideológica será ainda mais danosa para a população do que a econômica. Os Milicos do Senhor, como este site os chama há tempos, promoverão uma promiscuidade entre religião e Estado de fazer corar os aiatolás iranianos.

E o que dizer do discurso aos berros do vice, general Mourão?

Em termos de público, a posse foi um fiasco. O Gabinete de Segurança Institucional, com boa vontade, estimou em mais de 100 mil. As imagens de TV e as fotos, porém, mostram uma Esplanada vazia. Para quem esperava meio milhão de pessoas…

Confira no post as imagens mais toscas (e sinistras) da posse de Bolsonaro.

O capitão recebe instruções do general Augusto Heleno. Foto: Marcos Brandão/Agência Senado

“Foi Deus”. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

As primeiras-damas Bolsonaro e Paula Mourão observam Collor. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Bolsonaro aponta sua “arma” na direção do plenário. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O empossado faz continência no Rolls Royce oficial. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Temer pronto para passar a faixa ao novo aliado. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“A faixa é minha”. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bolsonaro, já com a faixa, e seu parça general Mourão. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Michelle sob o olhar do marido. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Bolsonaro saúda o público. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 


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Sergio em 02/01/2019 - 11h20 comentou:

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Hilário!

Responder

Stavros Argonopoulos em 02/01/2019 - 18h36 comentou:

Sinceramente Senhora Cynara, não entendi o que essas imagens têm de tosco ou sinistro. Poderia dar melhores explicações?

Responder

João Junior em 04/01/2019 - 00h57 comentou:

Qual a importância da laicidade do Estado?

Explico. Dia desses, numa dessas discussões utópicas, porque não é só a esquerda que tem uma utopia, mas a direita também, o interlocutor, evangélico, pregava que era necessário proteger a família da ideologia de gênero, que o Estado não pode dar mais direitos aos gays que aos pais de família, que a família isso, a família aquilo… então disse a ele que a família não é uma instituição perfeita e que nós mesmos temos que questionar essa instituição, o que o deixou escandalizado, perplexo. Continuei. Não é só o Estado que tem muitas responsabilidades, como proteger a vida, nós também temos. Quando um gay é agredido por uma pessoa na rua, passam a existir duas ações do Estado: uma para socorrer o gay vítima da violência, e outra para processar o agressor. São dois custos criados unicamente pela intolerância. É que o Estado é uma instituição feita, ao menos teoricamente, para cuidar das pessoas, então o Estado está sempre interessado em números e em economia e não nas peculiaridades. Podemos aceitar os gays para conter os gastos dessa violência e ajudar o Estado com outros investimentos, como em educação e tecnologia?… Evidentemente, não é um argumento humanista, mas serve para mostrar a importância da laicidade do Estado. É que o Estado tem exatamente a mesma missão para com todos os cidadãos que contribuem, independentemente da religião, origem, etnia, sexualidade, partidarismo, etc… O Estado vê números e não peculiaridades, mas nós as vemos e as integramos às leis e é por isso que pedofilia é crime, roubo é crime, discriminação também, etc… O Estado observa as Leis e os números, e faz só isso porque é só uma instituição, nós é que fazemos a diferença. Sendo assim, não temos que nos preocupar com a sexualidade do outro, mas com o bem-estar dele ou dela e até a família é uma instituição questionável quando se trata disso. Por quê? Por que a maior parte das agressões contra a mulher é pelo parceiro, por que a maior parte dos crimes de abuso sexual e estupro de vulnerável é praticado por parentes, por que muitos dos idosos são vítimas dos próprios filhos e netos, sem falar da violência contra gays no seio familiar e fora dele também… Vê como a família nem sempre é perfeita? Dar um escudo às famílias sem saber o que elas fazem por trás dele é incrivelmente irresponsável. E só a educação pode salvar pessoas desse ciclo de violência e é para isso que serve a educação que previne, ou tenta evitar, que esse ciclo de violência perdure.

Espero ter ajudado. Um abraço.

Responder

Roberto Tavares em 05/01/2019 - 05h19 comentou:

João Junior, parabéns pelo comentário sensato.

Responder

Orlando Gusela em 05/01/2019 - 21h36 comentou:

Ajudou. Pertinente.

Responder

Marcelo em 09/01/2019 - 20h21 comentou:

Nos anos 70 os estudantes protestantes realmente “protestaram” e lutaram contra o Regime Militar (https://istoe.com.br/141566_OS+EVANGELICOS+E+A+DITADURA+MILITAR/). Mas, agora, existe esse conluio entre Religião e Pensamento Autoritário.
Qual o caminho para Miami?

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