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Kapital

Horrores do capitalismo: os caras no Japão que moram em cabines de cibercafés

Um espectro ronda o Brasil… o espectro do ANTICOMUNISMO! Em toda parte, só se fala disso. A mídia nem cora ao ecoar artigos escritos por reacionários contra o “perigo bolchevique”. E a toda hora, nas redes sociais, perfis de direita idosos e jovens com pouca leitura cuidam de espalhar a ignorância e o terror com […]

Cynara Menezes
01 de abril de 2015, 21h26

cibercafejapao

Um espectro ronda o Brasil… o espectro do ANTICOMUNISMO! Em toda parte, só se fala disso. A mídia nem cora ao ecoar artigos escritos por reacionários contra o “perigo bolchevique”. E a toda hora, nas redes sociais, perfis de direita idosos e jovens com pouca leitura cuidam de espalhar a ignorância e o terror com histórias sobre as mortes (de comunistas, inclusive) na União Soviética, que acabou há quase 25 anos.

Todo esse barulho meio bizarro serve para esconder dos incautos que o capitalismo matou e continua matando hoje em dia milhões de pessoas ao redor do planeta, de fome, de doenças, de pobreza ou por suicídio. A paranóia anticomunista rediviva tenta ocultar dos cidadãos a realidade sobre a falência do capitalismo. Em vários países ditos “desenvolvidos”, a desigualdade social cresce e o abismo entre pobres e ricos se faz cada vez maior. Atualmente, entre os 34 membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), adeptos da economia de livre mercado, México, Turquia, Estados Unidos e Japão ocupam o topo do ranking da desigualdade.

No Brasil, ao contrário, a desigualdade vem fazendo movimento oposto e caindo ano a ano. Com todas as críticas que temos ao partido, o modelo adotado pelo PT, que a direita quer substituir, enfatiza a diminuição da desigualdade social. Deixar os neoliberais voltarem ao poder seria o mesmo que assinar embaixo da adoção de um modelo que está aumentando o número de pobres no “primeiro mundo”.

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Quarta economia do planeta, o Japão é um caso especial: a pobreza não pára de crescer por lá. Hoje, um em cada seis japoneses vive em condição de pobreza relativa, segundo a pesquisa sobre condições de vida do ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar de julho de 2014. O índice de pobreza infantil alcançou 16,3%. São as cifras mais altas da história. Nada menos que 59,9% dos japoneses disseram enfrentar “graves dificuldades econômicas”. Aumentaram também os lares com mulheres como cabeça de família, criando sozinhas seus filhos e com um emprego precário. Em julho passado, o economista-chefe da OCDE, Rintaro Tamaki, alertou para a falta de debate sobre a desigualdade no país.

Essa terceiromundização do Japão fica ainda mais impactante quando descobrimos que existe por lá, naquela nação riquíssima, um grupo crescente de pessoas que vivem em cibercafés (lan-houses) porque não conseguem pagar aluguel de um local para morar. É isso mesmo que você entendeu: eles dormem nas cabines com computador, pagando por hora para passar a noite, tomar um banho e usar os depósitos com chave para guardar seus pertences. São chamados de “refugiados dos cibercafés” ou “sem-teto dos cibercafés”.

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A desigualdade entre os jovens, um fenômeno inédito na sociedade japonesa, explodiu. Segundo o economista japonês Takuro Morinaga, “este é o legado do que popularmente se chama ‘a idade do gelo do emprego’, período que começou em meados dos anos 1990, quando, depois do estouro da bolha financeira, as empresas interromperam a contratação de recém-formados”. Diminuíram os empregos fixos e aumentaram os temporários, que mantêm trabalhadores ganhando 40% menos e em condições instáveis, chamados de “freeters” (jovens que saltam de um emprego temporário a outro).

Em março deste ano foi lançado um documentário curto sobre os refugiados dos cibercafés a partir do trabalho da premiada fotógrafa Shiho Fukada sobre os “trabalhadores descartáveis” no Japão. Além deste, há outros dois episódios: um sobre os suicídios de trabalhadores por excesso de trabalho na década de 1990 e outro sobre o número de desempregados e idosos em Osaka, a maioria deles sem-teto (assista a todos aqui).

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O documentário sobre os sem-teto dos cibercafés, com legendas em inglês, mostra um pouco da rotina de Fumiya, um segurança de 26 anos que mora há dez meses num cibercafé. E a de Tadayuki Sakai, que, após deixar seu emprego de 20 anos numa empresa de cartão de crédito, se “mudou” para uma cabine. São seres, sobretudo, solitários. “Não tenho nada que me prenda ao Japão”, diz Sakai. “Só posso contar comigo mesmo.”

O mundo de “oportunidades” do livre mercado pelo visto não é para todos. Este é o primeiro de uma série de posts do blog sobre os horrores do capitalismo –que são atuais, não é coisa de um século atrás. Vem muito mais por aí. Assista o doc.

UPDATE: um leitor mandou para mim outro vídeo, curto (na verdade um trailer), da brasileira Raquel Diniz sobre a situação dos idosos sem emprego em Osaka, onde existe uma favela escondida. As sobras do capitalismo. “O Brasil devia seguir o exemplo do Japão”, diz a direita. Será?


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DNZ em 01/04/2015 - 21h53 comentou:

Por mais que eu concorde que o capitalismo atual seja capaz que criar as mais temíveis formas de desigualdade, não é verdadeira a informação de que a pobreza infantil alcançou os mais altos índices da história do país. O Japão feudal era miserável e com certeza havia muito mais crianças morrendo de fome naquela época que nos dias atuais. E o Japão é a terceira maior economia do mundo, a quarta é a Alemanha, ainda distante de alcançar o país asiático.

Responder

    morenasol em 01/04/2015 - 22h41 comentou:

    ranking do FMI http://www.msn.com/pt-br/dinheiro/negocios/brasil

    DNZ em 02/04/2015 - 03h08 comentou:

    Artigo da wikipédia com informações e links do FMI, CIA, Banco Mundial e ONU. Japão é a terceira economia do mundo: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by

    DNZ em 02/04/2015 - 03h21 comentou:

    Pra entender o ranking do msn: https://applebutterdreams.wordpress.com/the-diffe

    Porra_Serra_ em 02/04/2015 - 01h03 comentou:

    Como essas pessoas são loucas. Quando se diz que "alcançou os níveis mais altos da história", significa que é comparado com toda a série de dados sobre o assunto. E não sobre sua concepção de sociedade feudal baseado em filmes de Hollywood.

    garga em 02/04/2015 - 01h50 comentou:

    na europa feudal tambem, quando nao havia capitalismo… talvez so na america e africa nao houvessem misseráveis nesse periodo… ai voce tambem pode levar em conta o japao unificado ou em processo de unificacao da dinastia yamato etc etc. mas acho que é bom pensarmos no Capitalismo e avaliar a miserabilidade em questa do ponto de vista do capitalismo e no máximo da conjuntura da sua chegada ao japao. nao enlouqueca

pmcamargo em 01/04/2015 - 23h14 comentou:

O capitalismo é sim o câncer da nossa sociedade. Ele tem que ser derrubado em favor de um sistema econômico mais justo e igualitário para todos: o comunismo. Não nos moldes do que foi a URSS degenerada e stalinista.

Agora, o que me espanta neste texto, é a caraterização do governo do PT como sendo qualquer outra coisa que não um governo de direita. Oras, o parágrafo a seguir não é nada além de mistificador:

"Com todas as críticas que temos ao partido, o modelo adotado pelo PT, que a direita quer substituir, enfatiza a diminuição da desigualdade social. Deixar os neoliberais voltarem ao poder seria o mesmo que assinar embaixo da adoção de um modelo que está aumentando o número de pobres no “primeiro mundo”"

Quem financia o PT são os mesmos empresários que financiam o PSDB. O PT não rompe com a lógica do capitalismo. E a redistribuição de renda, ainda mais nos moldes do q acontece no Brasil, é insuficiente e ineficaz sequer para ser chamado de uma reforma de profundidade. Mesmo o PSDB hoje tem acordo em manter todas as políticas do PT.

Nos governos petistas, nunca os capitalistas ficaram tão ricos!

Assim, alerto para o fato de que travestir o PT de esquerda é perpetuar a polarização que impede que novos agrupamentos de esquerda se fortaleçam e cresçam no cenário político nacional. Travestir o PT de esquerda, como garantia de seguridade social, direitos coletivos acima dos ditames do capital, é guiar o movimento de trabalhadores e estudantes à derrota. Quantas traições mais teremos que aceitar?

"

Responder

    Karlos em 02/04/2015 - 01h20 comentou:

    O PT não chegou ao poder politico central por meio de uma revolução, de uma ruptura. Portanto, é evidente que não conseguiria alterar a estrutura econômica do país em apenas 12 anos. As elites econômicas continuam sendo as mesmas de antes, construídas ao longo das décadas.
    Entretanto, não há como negar os avanços sociais que os governos do PT conseguiram produzir em tão pouco tempo. Mostrando que isso é possível e é possível muito mais. Se as forças reacionárias não lograrem exito em um novo golpe.
    Não existe direita e esquerda absolutas. O que difere as duas vertentes do binômio é a preocupação no social, com foco igualitário, no coletivo ou no capital, no individual etc…
    Assim, não há a menor dúvida de que o PT está muito mais à esquerda do que os demo-tucanos neoliberais.

@danielflorencio em 02/04/2015 - 00h04 comentou:

E pra piorar tem também a cultura extrema de não questionamento que existe por lá.

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Rudi em 02/04/2015 - 00h16 comentou:

Maldito capitalismo que consegue abrigar cento e poucas milhões de pessoas em uma ilha sem recursos e ainda ter uma das maiores expectativas de vida do mundo. Abandona esse seu computador, seu celular, esse site e seu facebook pois é tudo fruo do capitalismo maldito.

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    William Antônio Siqueira em 06/04/2015 - 23h51 comentou:

    Esse tipo de comentário ignorante é completamente de massa de manobra das pessoas de direita. Capitalismo não é tecnologia, é tão idiota você falar isso. Quem faz as coisas são trabalhadores e queremos que eles sejam respeitados.
    Hoje você deve está em uma vida marromeno e culpa o PT pelo o que tem de ruim, acha o capitalismo o máximo e o resto é culpa de alguma coisa. Igualzinho comunista! Eles falam que o comunismo é o máximo e culpam alguma coisa pelas falhas do socialismo de planejar a economia.

    A genet vai evoluir no discurso e no debate, só um poquinho, quando vocês pararem de argumentos idiotas e admitir que o sistema que te faz um jegue é só um pouquinho falho.

sandra em 02/04/2015 - 02h32 comentou:

Não basta um partido político ter uma sigla ideológica histórica; ele precisa ser capaz de fazer o que prega, porque palavras o vento leva, palavras não são NADA sem ação.

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Guilherme em 02/04/2015 - 02h43 comentou:

Ótimo post! Conheci japoneses e não sabia dessa situação que alguns enfrentam.

No entanto acho falho generalizar tudo isso e colocar a culpa no 'capitalismo'. O Japão, assim como a Coréia do Sul, possuem gigantes conglomerados, que possuem investimentos em tudo, quase que monopólios. Do ponto de vista dos teóricos liberais e até mesmo dos mais progressistas e intervencionistas, desde os mais clássicos como Adam Smith, isso é uma aberração.

Acho um tanto quanto cômico o fato da esquerda nunca usar como exemplo países onde o capitalismo funciona: Alemanha, Suíça, países nórdicos, Austrália, Nova Zelândia, Canada, entre outros. Da mesma forma que tu inicia teu texto criticando as demonizações que o socialismo sofre hoje no Brasil, o que eu também acho abominável, tu coloca o capitalismo, como se fosse uma coisa única e igual em todo o mundo, dentro do mesmo saco e o critica de forma fútil.

Se nem mesmo o socialismo foi/é igual ao redor do mundo, o que te faz pensar que o capitalismo é?

Responder

    William Antônio Siqueira em 06/04/2015 - 23h53 comentou:

    "Acho um tanto quanto cômico o fato da esquerda nunca usar como exemplo países onde o capitalismo funciona: Alemanha, Suíça, países nórdicos, Austrália, Nova Zelândia, Canada, entre outros. Da mesma forma que tu inicia teu texto criticando as demonizações que o socialismo sofre hoje no Brasil, o que eu também acho abominável, tu coloca o capitalismo, como se fosse uma coisa única e igual em todo o mundo, dentro do mesmo saco e o critica de forma fútil. "

    Vocês que ficam o tempo todo falando que o "capitalismo funciona" lá e não menciona o estado forte Sueco ou o da Noruega e nem que na Alemanha boa parte da população não é tão amiguinha assim do sistema que você deve amar. A lá, lá vem com teóricos dos livros grossos inquebráveis. Os comunistas têm um monte desses também 😛

Lenir Vicente em 02/04/2015 - 04h02 comentou:

Horripilante as cenas. Parece coisa de filme de ficção ruim. O governo japonês está estudando utilizar o modelo do Bolsa Família do Brasil para ajudar as famílias carentes do país. Querem diria? Não, no Japão não é nada bom.Japonês não é mais igual.

Responder

MVA em 02/04/2015 - 05h13 comentou:

O capitalismo mata pessoas??? deixa ver se eu entendi. Vc trabalha para mim, eu lhe pago por isso, o produto produzido é vendido e morre uma pessoa na Africa? Não ´é desigualdade que tem que acabar é a POBREZA!!! Imagine que vc tivesse que escolher em viver entre países dessa duas listas:
A- Hong Kong, Singapura,Austrália,Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Chile, Ilhas Maurício,Dinamarca e Estados Unidos.
b- Irã,Turquestão, Guiná Equatorial, República Democrática do Congo, Burma, Eritreia,Venezuela, Zimbabwe, Cuba e Coréia do Norte
Como a maioria das pessoas vc escolheria os países da lista A onde a renda per capita é 10 vezes mais alta que da lista B. Mas essas duas listas não estão organizadas por renda e sim por liberdade econômica. Na lista A estão os países com maior liberdade econômica do mundo e na lista B os com menor liberdade econômica do mundo. Por todos os países do planeta existe essa relação de liberdade econômica e qualidade de vida. Nos países de maior liberdade econômica as pessoas ganham em média 8 vezes mais que os de menor liberdade econômica. E detalhe os pobres nos países de maior liberdade econômica ganham 10 vezes mais que os pobres dos países com menor liberdade econômica. A população dos países com maior liberdade econômica são mais felizes, o índice de felicidade nesses países chegam em média a 75 contra 47 dos países de economia mais fechada.Além de terem seus direitos civis muito bem protegidos, O meio ambiente é mais limpo e mais protegido, o índice de desempenho ambiental chega a 85 nos países mais livres contra 65 nos menos livres economicamente e as pessoas chegam a viver 20 anos mais do que nos países de economia mais fechadas. São tb países com menores índices de corrupção 26 contra 74 dos países de menor liberdade economica. Menores índices de mortalidade infantil -1% contra 7%. Menores índices de trabalho infantil -1 nas economias livres contra 19% nas fechadas. E as menores taxas de desemprego 6% contra 13%.
Então se vc se preocupa em melhorar a vida das pessoas, então vc se importa com o aumento da liberdade econômica. Liberdade econômica de maneira bem resumida é o direito fundamental de todo ser humano de controlar o seu própria vida, trabalho e propriedade. Em uma sociedade economicamente livre, os indivíduos são livres para trabalhar, produzir, consumir e investir em na forma que quiserem, essa liberdade protegida pelo Estado e sem restrições por parte do Estado. Nas sociedades economicamente livres, os governos permitem que o trabalho, capital e as mercadorias circulem livremente, e não há de coerção ou restrição da liberdade além da medida necessária para proteger e manter a própria liberdade. E o governo se mantém reduzido relativamente ao tamanho da economia.
O Brasil era 100° país no ranking de liberdade econômica em 2013, agora 118º ao invés de lutarmos para termos maior liberdade econômica e aumentarmos a qualidade de vida, as pessoas lutam para uma economia mais fechada, ou seja, levando nossa qualidade de vida mais para o buraco. Ao invés de olharmos o que os países ricos fizeram para se tornarem ricos, ficamos olhando para falida Cuba e igualmente falida Venezuela. O liberalismo não fracassou no Brasil, apenas não deu o ar de sua graça. Vc vive em mundo que foi extinto 1989…Adeus Lênin. rsss

Responder

    Leandro em 02/04/2015 - 13h37 comentou:

    Meu caro, você fez uma falsa correlação de fatos, não sei se por má fé ou ignorância. Justificar o desenvolvimento dos países que você citou ao aspecto da liberdade econômica e ignorar diferenças históricas, liberdade cívil, políticas públicas é ser muito leviano.

Fred Silva em 02/04/2015 - 12h32 comentou:

Tóquio é a minha Mecca por causa do Judô. Estive lá em 2012 e em 2014, tentarei ir em 2016. Em 2012 me assustou a quantidade dos sem teto nos parques e praças da cidade. Pessoas, em sua maioria idosas, com todos os seus pertences, em mochilas e carrinhos. Chocante! Em 2014 estava ainda pior, em quantidade e com idade aparente menor.

Responder

Carlos Algusto em 02/04/2015 - 13h08 comentou:

Um artigo inútil, com um pensamento velho e ultrapassado. O que você mostrou são exemplos de gente fracassada, assim como você. Pode gritar, denunciar as crueldades do capitalismo, etc e tal, mas a verdade é pura e simples: o capitalismo continuará existindo, firme e forte, por muitas gerações ainda. Você vai morrer e o maldito capitalismo continuará existindo. A grande expansão capitalista, que ocorrerá dentro de uns 25 ou 30 anos, será de tamanha magnitude que abarcará não só a conquista do espaço próximo (lua e Marte), mas será responsável por incorporar de fato grande parte dos 2/3 da humanidade que hoje vivem excluídos das virtudes da sociedade da "criação permanente" (capitalismo). As ideias esquerdistas primárias não tem condições de entender e absorver, nem sequer minimamente, as atuais perspectivas que a ciência e tecnologia colocam para o futuro. Você tem um pensamento ultrapassado, inútil.

Responder

    Rafael de O. Silva em 02/04/2015 - 15h13 comentou:

    Ah esse determinismo e essa mania do fracasso das pessoas…. os eleitos do " mercado" pela força e determinação de seus passos. Ah e o pensamento ultrapassado é da Cynara rs

Marlon Walter em 02/04/2015 - 14h45 comentou:

Pessoal, esse tema é dos mais sérios. Em 2008, tive de fazer um "desenho macro econômico" do que seria a década 2010-2020, para demonstrar logisticamente onde nossos produtos encontrariam o consumidor certo, no local certo, no momento certo. Puro Marketing. Foi então que me deparei com um problema: A crise deflagrada polos primes americanos "não fechava" com mecanismos de mercado aleatórios de livre iniciativa. Era clara algum tipo de manipulação, sem qualquer teoria da conspiração, do que sou avesso. A palavra chave desse enigma era o termo "investidores". Aprofundei a pesquisa e descobri o alemão Robert Kurz ( O fracasso da Modernização – Com Todo Vapor ao Colapso – O Fim da Política ) para citar alguns textos dele, mas existem vários. A partir dai cheguei ao sistema financeiro internacional, e ao domínio da emissão de papel moeda por um mega conglomerado bancário multinacional e sua "Reserva Fracionária". Entre esses mega banqueiros, que já atuam desde 1830, estão as famílias mais ricas do planeta: Rothschilds, Morgan, Rockfeller, etc., que controlam toda a emissão de moeda do mundo "livre" – só não do banco central de Cuba, Irã e Coréia do Norte. (Mas estão trabalhando para isso). Pode verificar, o Banco Central é uma autarquia, não é uma entidade "pública". Assim como o FED norte americano também não é. obviamente isso é mantido a sete chaves. Na reportagem da folha que está nesse link voces podem ver como isso é um segredo bem guardado: (http://www1.folha.uol.com.br/paywall/login.shtml?http://www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2611200804.htm) Copie e cole. Estão no controle dos grupos Bank of America, JP Morgan Chase, Citigroup e Wells Fargo, que por sua vez controlam as petrolíferas Exxon Mobil, Royal Dutch/Shell, BP e Chevron Texaco, e mais uma gigantesco conglomerado de empresas em todo o mundo, e 90% dos grupos de mídia ocidentais. Devido à questão da Reserva Fracionária, banqueiros só ganham dinheiro ou obtém lastro para o papel moeda "fictício" com empréstimos, por isso as dívidas públicas da maioria das grandes economias ocidentais compromete um percentual muito alto dos PIBs nacionais (ex: enquanto a divida pública dos EUA estão em 101% do PIB, as da China e da Rússia estão em 22 e 13% respectivamente). Ocorre que, quanto mais se imprime moeda, mais o dinheiro se desvaloriza. E isso está completamente agravado pela 3a. revolução industria – micro eletrônica, dos anos 70 até agora – que decretou a "falência da sociedade do emprego" cujo exemplo está nesta postagem da Morena. Posso desenvolver mais esse tema se vocês quiserem, e verão que essa "estória" de PT, PSDB, PMDB, a própria corrupção estão apenas nas bordas da coisa toda.

Responder

vanderdissenha em 02/04/2015 - 19h02 comentou:

Estranho que num país que recebe milhares de estrangeiros para trabalhar, pessoas nascidas nesse país passam por dificuldades! Vi algo parecido no tempo em que morei e trabalhei nos Estados Unidos, onde muitos americanos preferiam viver de auxilio do Governo ou então ficar em casa, do que aceitar certos tipos de trabalho. Eu aceitava tais trabalhos e vivia muito bem, sobrava dinheiro até para viajar pelos EUA. O problema não é o sistema, mas sim algumas pessoas que não querem trabalhar. Vi isso aqui no Brasil, pois trabalhei muito tempo no RH de uma empresa. Por mais de uma vez teve funcionária que vinha pedir demissão, pois para ela era mais lucro ficar em casa, ter mais um ou dois filhos e receber benefícios do Governo e da Prefeitura, que somados davam mais do que o salário que ela ganhava. Mas estudar ou se esforçar para receber um salário maior elas não queriam…

Responder

Ricardo B. em 02/04/2015 - 19h22 comentou:

Ainda assim, eles deixam os chinelos do lado de fora das portas e parece que ninguém rouba. Grandes japoneses!

Responder

@fbercott em 02/04/2015 - 19h46 comentou:

Se falarmos sobre as condições do Japão relatadas aqui nenhum coxinha acredita. Serão palavras ao vento.
O que mais me incomoda no brasileiro classe média é a defesa que ele faz de seu carrasco. Brasileiro classe média chama 13º salário, 1/3 de férias e descanso (final de semana) remunerado de Custo Brasil, mesmo sabendo que é empregado, que recebe salário.
Para mim esse é o ponto alto da lavagem cerebral autofágica e derrotista impregnada pela velha mídia. Não tem salvação.

Responder

Steiger em 02/04/2015 - 22h38 comentou:

Aqui nesse site a maioria é tudo gênio. Tudo intelectual do bolso vazio…..

Responder

João em 02/04/2015 - 23h52 comentou:

Ou seja, no inferno capitalista japonês, um cidadão excluído consegue viver num lugar com água, luz, internet e segurança. Enquanto isso, no paraíso socialista brasileiro, um cidadão excluído tem que viver em uma favela sem água/saneamento, luz ou internet (legalizadas), com o risco de ter a casa invadida por traficantes ou morrer num alagamento/deslizamento.

Obrigado pelo importantíssimo aviso, Cynara.

Responder

@CardovaOptus em 03/04/2015 - 01h27 comentou:

Que chocante…..imagina que eu começar a contar os horrores do comunismo….

Responder

ÖsterreicherFan em 03/04/2015 - 07h19 comentou:

Já estive na República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Polônia e Eslovênia. Todos foram países comunistas. Conheci pessoas de todos os segmentos nestes países, inclusive partidários do antigo regime. NENHUMA destas pessoas deseja voltar a viver em um país comunista. Além do mais, quando você cruza a fronteira com a Áustria ou Alemanha a diferença entre estes países é GRITANTE. Como os ex comunistas ainda estão atrasados em comparação com os germânicos capitalistas.

Responder

    Ruy Pinheiro em 05/04/2015 - 21h54 comentou:

    Infelizmente a história não ensinou nada a esses comunistas fanáticos.

Stefano em 05/04/2015 - 00h38 comentou:

Gostei do artigo !! Sei que o Japão tem mazelas, coisas negativas…

Responder

    William Antônio Siqueira em 06/04/2015 - 23h56 comentou:

    Quanta fonte isenta, heim. Agora vai trabalhar…

Flavio Lima em 06/04/2015 - 22h45 comentou:

Ninca me iludi com a sociedade japonesa. Gerou os criminosos de guerra do inicio do sec XX, gera o maior numero de suicidas do mundo, e agora se conforma com gente vivendo em caixa de sapato. E dizwem por aí que são modelo…
Continuo achando que vc precisa dar uma limada nos comentarios coxas.

Responder

Bel Weyermanns em 06/04/2015 - 23h46 comentou:

Muito bom, obrigada.

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