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“Rei do ônibus” libertado por Gilmar enviou flores ao ministro, diz Ministério Público

Procuradores, que pedem a suspeição de Gilmar por ser padrinho de casamento da filha do empresário a quem concedeu habeas corpus, sustentam que o agrado comprova intimidade

Foto: Carlos Moura/SCO/STF
Da Redação
29 de agosto de 2017, 20h25

O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro enviou hoje ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, novas informações para subsidiar o pedido de suspeição do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para julgar o empresário Jacob Barata Filho. Agora, o MP, que pede o afastamento do ministro do caso por ter sido padrinho de casamento da filha de Barata, revela que o empresário, conhecido como “rei do ônibus”, já enviou flores a Gilmar e sua mulher, Guiomar.

Segundo os procuradores, o agrado “aponta para o íntimo relacionamento” entre o o ministro e o empresário. Gilmar Mendes foi padrinho de casamento da filha de Barata Filho, Beatriz, com o sobrinho de sua mulher. Apesar disso, o ministro afirma não ter relações próximas com o empresário que beneficiou com um habeas corpus. As flores foram enviadas ao ministro e sua esposa em novembro de 2015. Os procuradores anexaram o recibo de uma loja virtual de entrega de flores, no valor de 200 reais, no qual constam os nomes “Guiomar e Gilmar” como destinatários das flores. O pedido foi feito pelo empresário, segundo o MPF.

A presidenta do Supremo, Cármen Lúcia, pediu nesta segunda-feira, 28, que o ministro Gilmar Mendes se manifeste sobre o pedido do procurador Rodrigo Janot para que seja impedido de continuar atuando no processo no qual concedeu liberdade ao empresário. A assessoria do ministro informou, em nota, que o contato dele com a família de Barata Filho ocorreu apenas no dia do casamento. Segundo os assessores, o fato não se enquadraria nas regras legais que determinam o afastamento de um magistrado para julgar uma causa em função de relação íntima com uma das partes.

As flores foram enviadas ao ministro e sua esposa em novembro de 2015. Os procuradores anexaram o recibo de uma loja virtual de entrega de flores, no valor de 200 reais, no qual consta os nomes “Guiomar e Gilmar”

“O contato com a família ocorreu somente no dia do casamento. Não há relação com o paciente e/ou com os negócios que este realiza. Já há entendimento no Supremo Tribunal Federal que as regras de suspeição e impedimento do novo Código de Processo Civil não se aplicam ao processo penal. Ademais, não há tampouco amizade íntima com os advogados da presente causa”, informou a assessoria de Gilmar Mendes.

Questionado por jornalistas sobre sua proximidade com Jacob Barata, Gilmar chegou a dizer: “Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso?” Uma petição online em favor do impeachment do ministro já conta com quase 350 mil assinaturas.

Com informações da Agência Brasil

 

 


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