2025, o ano em que prendemos Bolsonaro (e sua penca de miliquinhos amestrados)
A tarefa para 2026 é mudar o Congresso; não adianta reeleger Lula e ter deputados e senadores mais preocupados em proteger seus privilégios do que em legislar pelo povo
Quando eu era criança, acho que como todo mundo, imaginava que no ano de 2025 estaríamos em um mundo avançado, tecnologicamente e humanamente. Que nada! Cá estamos às voltas com protótipos de ditadores que em muito pouco se diferenciam dos que lançaram o planeta em guerras sangrentas no século 20. Mas 2025 foi revolucionário em um ponto: pela primeira vez em sua história, o Brasil levou à cadeia militares de alta patente envolvidos numa tentativa de golpe de Estado.
O povo brasileiro tem que aprender a se fazer representar no Parlamento. Pobres não podem votar em quem odeia pobre. Negros não podem votar em racistas. LGBTs não podem votar em homofóbicos. Mulheres não podem votar em misóginos de carteirinha
Jair Bolsonaro foi preso e, com ele, uma penca de generais desonrados como foi o capitão em sua passagem pelas Forças Armadas. Ver essa gente pagando por seus crimes certamente não é tão satisfatório quanto espaçonaves cruzando o céu ou humanos mais solidários com seus semelhantes, mas a Justiça sendo feita não deixa de ser um avanço civilizatório. “Aqui se faz, aqui se paga”: nada de esperar pela Justiça divina.
Bolsonaro está encarcerado numa sala especial da Polícia Federal, soluçando sem parar, não apenas por ter orquestrado uma tentativa de golpe, mas pelo conjunto da obra. Paga com a liberdade por ter, ao longo da carreira política, tripudiado de vítimas da tortura ou da Covid-19. É um condenado da falta de empatia, de misericórdia, de compaixão. Ser cruel, desumano, foi seu principal crime. Agora paga por não respeitar a democracia.
Em 2026, é preciso ir além. Nos livramos de Jair Bolsonaro, mas não dos bolsonaristas e outras espécies egoístas que habitam o Congresso Nacional. De nada adianta reeleger Lula em 2026 e seguir com deputados e senadores mais preocupados em manter seus privilégios do que atender os anseios do povo que os elegeu. Ladrões de verbas que, como parasitas, se alimentam de dinheiro público em benefício próprio, com o objetivo de enriquecer e se perpetuar no poder. Chega.
Nos livramos de Jair Bolsonaro, mas não dos bolsonaristas e outras espécies egoístas que habitam o Congresso Nacional. De nada adianta reeleger Lula em 2026 e seguir com deputados e senadores mais preocupados em manter seus privilégios do que atender os anseios do povo que os elegeu
O povo brasileiro tem que aprender a se fazer representar no Parlamento. Pobres não podem votar em quem odeia pobre. Negros não podem votar em racistas. LGBTs não podem votar em homofóbicos. Mulheres não podem votar em misóginos de carteirinha. E sobretudo: trabalhador vota em trabalhador. 311 dos 513, 60% deputados federais eleitos em 2022 são homens brancos, sendo que nosso país hoje tem maioria parda. 82% dos deputados são homens, sendo que as mulheres são maioria da população. O atual Congresso não nos representa.
Para o campo progressista e as minorias conquistarem mais espaço no Parlamento em 2026 precisamos nos organizar: fazer mutirões, corpo-a-corpo, usar as redes sociais em nosso favor. Bolsonaro e seus miliquinhos amestrados estão presos, mas temos uma tarefa hercúlea diante de nós. Agora é arregaçar as mangas e ir à luta para colher bons resultados nas urnas em que sempre acreditamos. Vai dar certo.
Feliz Ano Novo para o Brasil.
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Daniel Paula em 03/01/2026 - 01h17 comentou:
Feliz Ano Novo!
Que comovente a turma do “amor” que agora vibra com o cárcere! Para quem pregava “livros, não armas”, a autora começa 2026 bem empolgada com as algemas.
O tal “avanço civilizatório” citado soa muito mais como revanchismo barato travestido de justiça estatal.
Explico:
O texto, muito sofrido, confunde “representatividade” com espelho. Na Ciência Política, o Parlamento deve refletir as ideias da sociedade, não necessariamente sua demografia biológica. Foi o povo quem votou nesses “parasitas” democraticamente; aceite a vontade popular. Isso é democracia.
Dizer em quem o pobre ou a mulher “devem” votar é o auge do elitismo autoritário que fingem combater.
Para quem leu até aqui: é erro crasso continuar apostando que prender adversários resolve a falta de gestão. Em 2026, quando o eleitor perceber que vingança não enche barriga, e cansar de pagar imposto em troca de nada, não adianta chorar na porta do sindicato.
Cynara Menezes em 08/01/2026 - 20h15 comentou:
chora mais. tá com pena de presidiário? ué?