Socialista Morena
Mídia

Bolsonaro está fazendo as jornalistas de direita descobrirem que machismo não é mimimi

Qualquer uma de nós pode se tornar vítima da misoginia instalada no governo, resultado lógico de um golpe misógino

Até a Madonna sabia. Foto: reprodução Instagram
Cynara Menezes
18 de fevereiro de 2020, 19h04

O mundo dá voltas, e não é porque agora existe gente que acredita ser a Terra plana que ele irá parar de girar.

Há um aspecto convenientemente pouco comentado no golpe jurídico-midiático que derrubou Dilma Rousseff em 2016: a misoginia. Dilma se tornara, em 2010, a primeira mulher presidenta do Brasil, após uma campanha suja em que chegou a ser chamada de “assassina de criancinhas” pela mulher do rival, José Serra. Digo presidenta? Pois: o primeiro ato de machismo contra Dilma na imprensa comercial foi se recusarem a reconhecer o termo, perfeitamente dicionarizado tanto em língua portuguesa quanto em língua espanhola.

O primeiro ato de machismo contra Dilma na imprensa comercial foi se recusarem a reconhecer o termo “presidenta”, perfeitamente dicionarizado tanto em língua portuguesa quanto em língua espanhola

Ainda na lua-de-mel dos primeiros anos, mesmo para elogiá-la a mídia recorria a uma imagem machista: a “faxineira” da corrupção. Um governante homem que se notabilizasse por tal limpeza, certamente seria chamado de “gestor”. A partir do momento que percebe que não consegue indispor Dilma com Lula, principal aposta dos meios de comunicação no início do mandato, o machismo midiático se intensifica. Dilma ora é pintada como burra, ora é pintada como desequilibrada –muitas vezes por jornalistas mulheres.

O auge da misoginia com a presidenta da República viria em 2014, na abertura da Copa, onde um coro de “Dilma, vai tomar no cu” explodiu no estádio, diante do mundo inteiro, para nossa vergonha. Na época, a repórter Laura Capriglione noticiou que o xingamento foi puxado pelos que estavam no camarote, na chamada “ala VIP”. Entre “as mais entusiasmadas” era a colunista social do jornal O Estado de S.Paulo, “que deve ter achado muito fina, elegante e sincera a modalidade de protesto”.

Na posse de Dilma para o segundo mandato, Miriam Leitão e Cora Rónai, do jornal O Globo, se divertiram zombando do vestido e até do “andar” da presidenta.

Dilma era xingada com termos machistas nos protestos e nas redes sociais: “quenga”, “puta”, “vaca”. Jamais a voz de uma mulher jornalista em posição de destaque na imprensa comercial se ergueu para apontar a misoginia em torno do impeachment. Nem mesmo quando começaram a aparecer adesivos para colocar no tanque do carro com a imagem  da presidenta, uma senhora com mais de 60 anos, de pernas abertas. Silêncio.

Quando, naquele domingo vexaminoso na Câmara, Jair Bolsonaro se pronunciou em favor do impeachment, dedicando o voto ao coronel Brilhante Ustra, “o terror de Dilma Rousseff”, o silêncio se repetiu. Não houve, por parte das mulheres da grande mídia, nem um pingo de sororidade com a mulher que ocupava o Planalto e cujo algoz nos porões da ditadura estava sendo homenageado.

Parece incrível, mas são as mesmas jornalistas que agora mostram indignação e surpresa com esta triste figura ocupando o lugar que já foi de Dilma. “Onde está a reação das instituições?”, bradava a colunista Vera Magalhães, do Estadão, sobre as insinuações de Bolsonaro em relação à repórter Patricia Campos Mello, da Folhaatacada pelo mitômano Hans River na CPMI das Fake News.

Nem parecia a mesma Vera que chamava de “mimimi” as queixas de mulheres da esquerda sobre machismo e que participou ativamente do golpe que fragilizou as instituições democráticas do país –e agora cobra “reação delas”. Que instituições, querida?

Thais Herédia, da CNN Brasil, se espantava: “Como chegamos até aqui?” É sério que jornalistas com anos de profissão nas costas foram tão ingênuas para não prever como seria um governo Bolsonaro, que já dava mil pistas de quem era durante os 28 anos em que foi parlamentar? Até a Madonna sabia e vocês não?

A menos talentosa delas, Joice Hasselmann, que não poucas vezes usou de misoginia para atacar mulheres de esquerda (chamou Dilma de “vaca” e a senadora Regina Sousa de “semianalfabeta”) tem provado do próprio veneno. “Me senti vítima do mais imundo machismo”, queixou-se Joice, hoje deputada federal, ao denunciar da tribuna as ameaças que vem sofrendo desde que rompeu com os Bolsonaro.

O presidente de extrema direita conseguiu curar do antifeminismo furioso até Rachel Sheherazade.

Quem te viu…

Quem te vê.

Agora foi Patricia, antes foram Dilma, Maria do Rosario, a mulher do Macron… Mas precisou Bolsonaro atacar uma profissional da “grande” imprensa e atingi-las no que lhes é de mais caro, o corporativismo, para que estas mulheres enxergassem o óbvio: machismo não é mimimi. Qualquer uma de nós, independentemente de posição política, pode se tornar vítima da misoginia instalada no governo, resultado lógico de um golpe misógino que as jornalistas de direita apoiaram, diretamente ou por omissão.

É sério que jornalistas com anos de profissão nas costas foram tão ingênuas para não perceber como seria um governo Bolsonaro, que já dava mil pistas de quem era durante os 28 anos em que foi parlamentar? Até a Madonna sabia e vocês não?

O mais absurdo dessa história é que, alvo do preconceito de gênero, as jornalistas de direita continuam a se insurgir contra… as feministas. “Cadê as feministas?”, provocam, cada vez que sua indignação seletiva é ativada por algum sinal de machismo, mas apenas no campo adversário, a esquerda. Como se o machismo, exatamente como defende a esquerda, não fosse estrutural da sociedade.

Parem de cobrar das feministas ação contra o machismo que vocês mesmas ajudaram a levar ao poder. Nós sempre estaremos lá, do lado das vítimas, nunca dos algozes. Não é porque mulheres se alinharam a machistas para golpear outra mulher que iremos abandoná-las quando se tornarem vítimas deles. Mas não deixa de ser uma lição e tanto.

 


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Francisca em 18/02/2020 - 19h58 comentou:

Excelente!👏👏👏👏👏👏

Responder

Sayonara Amaral em 18/02/2020 - 20h25 comentou:

E que lição! Parabéns pelo texto: disse tudo e com muita precisão.

Responder

Luciano Santos em 18/02/2020 - 20h25 comentou:

Queridíssima, Morena dos olhos d’água!
Só não sabia da Cora Ronai! Valeu camarada!
Beijos e abraços!

Responder

Helena em 18/02/2020 - 20h27 comentou:

Realmente um comentário muito ofensivo a todas as mulheres. Semelhante ao que o Ex-presidente Lula fez ao falar das “companheiras do grelo duro”. Nojento demais!

Responder

Solange Maria Do Carmo em 18/02/2020 - 21h00 comentou:

Texto maravilhoso.

Responder

Fernanda Messias em 18/02/2020 - 21h22 comentou:

Bravo, Cynara! Obrigada por ser nossa voz.

Responder

Antonio Sebben em 18/02/2020 - 21h47 comentou:

Esse artigo é de lavar a alma, reforçar as convicções e seguir na luta.
Força Socialista Morena, força mulheres desse Brasil.
Vocês são imprescindíveis para nossa sociedade conquistar um estado de dignidade e democracia.

Responder

José de Oliveira Luiz em 18/02/2020 - 21h51 comentou:

Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Não arde. E o mau caráter perverso assumido convicto assumido cúmplices e asseclas imunes impunes bem remunerados graduados escolarizados excretam na privada pública. #impixajairja!

Responder

Ana Cláudia Vieira Bettamello em 18/02/2020 - 22h11 comentou:

Socialista Morena, que texto! Ótimo, perfeito! Valeuuu! ❤

Responder

Rosanne em 18/02/2020 - 23h30 comentou:

Excelente texto!

Responder

Jaque Albernaz em 18/02/2020 - 23h54 comentou:

Adorei!!👏👏👏👏👏👏

Responder

Jaque Albernaz em 18/02/2020 - 23h56 comentou:

🎯

Responder

Henrique Teixeira em 19/02/2020 - 00h51 comentou:

Falou tudo e bem explicado.
Parabéns!

Responder

Ivete em 19/02/2020 - 01h36 comentou:

O texto é muito bom, vai direto ao ponto. E como algumas citaram, Lula falou em mulheres do grelo duro, mas foi um termo criado por mulheres e era um elogio !

Responder

Esmael Leite da Silva em 19/02/2020 - 02h20 comentou:

A questão de mérito é que ela está sendo atacada e não a folha. O sexismo e a misoginia é o que há de relevante. Quando se coloca que a FSP esta pagando pelo que fez, é algo como aceitar o estupro porque a mulher está de saia com as pernas á mostra ou provocante. O que é relevante e político é que temos de fazer a defesa radical contra este tipo de comportamento .

Responder

Esmael Leite da Silva em 19/02/2020 - 02h24 comentou:

Outra coisa, a FSP sempre foi contra a classe trabalhadora, seu carros de entregas de jornais eram fornecidos pela empresa para os grupos de tortura de estado se locomoverem-se na perseguição da esquerda durante a ditadura militar. Porque alguém acharia que a FSP agiria diferente desta vez?

Responder

Maria Tereza Biazetti em 19/02/2020 - 04h09 comentou:

Muito bom…lavando a alma!Aquele Dilma vai tomar no cu.. ecoa ainda hoje nas dores do meu peito,e lembro,nós as mulheres é que damos luz ao machismo, em nossas casas..

Responder

Célia Márcia Ferreira em 19/02/2020 - 04h13 comentou:

Perfeito! 🖤

Responder

Maria em 19/02/2020 - 06h09 comentou:

Excelente texto.

Responder

Julio em 19/02/2020 - 07h26 comentou:

Companheira, não quero discutir linguagem de gênero contigo (afinal quem sou eu?) mas não está mal colocada a expressão “mulher do Macron”? .
Beijos, ótimo texto!!!

Responder

Nalva em 19/02/2020 - 07h27 comentou:

Até quando teremos que achar natural tudo isso, até quando teremos que suportar um Governo que não tem a devida responsabilidade!!!!!
Parabéns pelo texto.

Responder

Antônia Márcia em 19/02/2020 - 07h34 comentou:

Você sempre certeira! As jornalistas de direita têm o mesmo preconceito social que a classe média alta de onde vieram.

Responder

Neusa em 19/02/2020 - 07h41 comentou:

Quem com ferro fere, com ferro será ferida.

Responder

Adilson Cabral em 19/02/2020 - 08h40 comentou:

Essas jornalistas de direita agora indignadas deveriam fazer autocrítica, ainda que tardia, por não terem dado a mesma importância à agressão direta desse mesmo senhor sofrida por Maria do Rosário.

Responder

Aurélio Medeiros em 19/02/2020 - 09h44 comentou:

Excelente.

Responder

isa em 19/02/2020 - 10h10 comentou:

Aê, menina !!!
Na veia, como sempre.
Memorável lembrança ardida pra quem merece.

Responder

Francis em 19/02/2020 - 10h16 comentou:

Perfeito, e ainda mais, naquele glorioso dia do #EleNão, quando as mulheres se levantaram contra esse tirano, só silêncio nas redações e nos textos das icônicas jornalistas que agora clamam indignadas. De mãos dadas com a misoginia, construíram
a narrativa que tirou Dilma do poder. Nunca se envergonharam, nem admitem, mesmo agora, confrontadas com o resultado da aposta equivocada.

Responder

Normando em 19/02/2020 - 10h51 comentou:

Chegou a dar um nó na garganta!
Excelente texto, que busca resgatar a dignidade há muito perdida.
Quem votou nisso que aí está, não honra sua mãe, suas irmãs, sua esposa.
A mulher que o apoiou não se respeita.
Muito deprimente!

Responder

Sirley em 19/02/2020 - 11h01 comentou:

Que texto maravilhoso!!O quanto é importante ter lucidez nas informações, independente de que lado estamos… Parabéns , mulheres unidas contra a opressão machistas.

Responder

Graúna em 19/02/2020 - 11h13 comentou:

Amei!!!alma lavada!

Responder

Paulo Roberto Martins em 19/02/2020 - 11h38 comentou:

Excelente texto.Tem de recordar sempre,todos os dias,o que foram aquelas ignomínias praticadas por estas meganhas de saias.Faltaram no texto alguns nomes destas beldades que com seu veneno impresso detonaram colegas e seu próprio sexo.Tem de esfregar na cara sempre o que elas fizeram.A História não perdoa e certamente não as absolverá!

Responder

Luciana em 19/02/2020 - 11h51 comentou:

Na mosca!

Responder

Maria Inês do Prado em 19/02/2020 - 12h07 comentou:

Ah, Cynara! Falar o que dessa sua matéria, né? Tudo que vc escreveu aqui é tão sensato que me pergunto: se essas jornalistas do universo coxa tivessem pelo menos 1/3 desse bom senso, a gente nunca teria chegado nesse Brasil que virou uma ‘boca de si fuder’.
Sou admiradora do seu trabalho. Parabéns 🙂

Responder

Estela Pereira em 19/02/2020 - 12h40 comentou:

Excelente. Espero que seja amplamente lido por todas as mulheres de direita e que o esclarecimento comece..

Responder

Cristina Barreto em 19/02/2020 - 13h14 comentou:

Excelente artigo! Parabéns

Responder

Hunald Carvalho em 19/02/2020 - 14h14 comentou:

Brilhante…disse tudo… parabéns…

Responder

Alexia Oliveira em 19/02/2020 - 15h16 comentou:

“Não é porque mulheres se alinharam a machistas para golpear outra mulher que iremos abandoná-las quando se tornarem vítimas deles”. Desculpa, mas minha sororidade anda bastante abalada e está seletiva com quem a merece.

Responder

Adriana em 19/02/2020 - 15h36 comentou:

Texto maravilhoso! Realidade nua e crua. Como jornalista e feminista é muito triste ver tantas profissionais machistas. Mas como você termina lindamente: “nós sempre estaremos lá, ao lado das vítimas, nunca dos algozes”.

Responder

Kelly Lima em 19/02/2020 - 15h51 comentou:

Excelente👏🏼👏🏼👏🏼👏🏼

Responder

Branca Ferrari em 19/02/2020 - 16h28 comentou:

Excelente! Direto ao ponto.

Responder

Priscila de Mattos em 19/02/2020 - 17h34 comentou:

Precisamos aceitar que machismo tá na direita e na esquerda, entre homens e mulheres. Pq tô cansada de ser esquerda e ter que lidar com macho escroto. Esquerdomachos estão quase pau a pau c Bolsonaro, têm aversão às mulheres.

Responder

MiguelDelgado Luciano em 19/02/2020 - 18h49 comentou:

Estas mulheres (jornalistas de direita)merecem o q Bolsonaro disse. Elas invejosAmente perseguiram DILMA,….Bem feito, estão provando q são birras mesmo é provando do próprio veneno

Responder

    Cynara Menezes em 19/02/2020 - 20h20 comentou:

    não, nenhuma mulher merece

EUGENIO DRUMOND em 19/02/2020 - 20h25 comentou:

Eu quero é uma mulher que saiba lavar e cozinhar, porra.
Bons tempos, bons tempos dos carnavais de outrora…
Os anos de comunismo acabaram com a vergonha na cara dessa mulherada, sem falar na bicharada. Mas estamos dando um jeito nisso
Se discordar, vá procurar suas nega.
E por falar nisso, esse negócio de crioula de cabelo passado a ferro é bobagem, porque a cor não nega, mulata, se bem e ainda bem que a cor não pega, mulata, e a gente pode se divertir e pegar elas à vontade!
KKK
Cá entre nós, entre Emília e Amélia, fico com as duas.
E mais a mulatinha da cor que não pega, essa pras horas vagas, tá Ok?
Enquanto uma lava e cozinha, a outra passa fome e acha bonito não ter o que comer, ói que que lindo.
Pois é!
Esses anos de comunismo botaram na cabeça desse povaréu que tudo tem que ser tudo igual. Vão pro inferno.
Rosa é rosa, azul é azul e o normal é azul com rosa e vice-versa, porra, o resto é coisa de veado.
Claro, a mulatinha da cor que não pega tem que usar rosa…, claro, claro,
e claro que não fique lá sonhando em sair voando porraí, Disney, sei lá,
esses anos de comunismo deixaram essa negrada cheia de ideia besta,
rosa é rosa, azul é azul, preto é preto, branco é branco,
tá Ok?
E vamo pro Carná, “o teu cabelo, não nega, mulata, porque és mulata na cor….”

Responder

Monica Padilha em 20/02/2020 - 03h23 comentou:

Perfeito! Adorei! A imprensa intocável. O resto é resto pra ela.

Responder

Cláudio em 20/02/2020 - 20h31 comentou:

Parabéns, Socialista Morena Cynara Menezes. Muito bom. Disse muito de tudo o que é possível dizer a respeito e quase que perfeitamente. Parabéns, mais uma vez. Quisera ter também sua lucidez e bom trato com as palavras na passagem do pensamento para a escrita. Felicidades ! ! ! ! !

Responder

Juvino Alves Filho em 21/02/2020 - 06h48 comentou:

Venceremos a luta contra o machismo, a masculinidade tóxica e toda forma de crimes misóginos e de feminicidio, quando também, as mulheres tomarem consciência e atitude em combater essas ações não só nos homens, mas também nas mulheres que infelizmente ainda reproduzem o machismo que está estruturado e vive nas entranhas da sociedade humana. É necessário curar essas patologias para termos dignidade e respeito social, seja ele individual e coletivo.

Responder

Milton Luiz de Souza Cerqueira em 21/02/2020 - 08h03 comentou:

Jornalismo rima com oportunismo. Esses mesmo que criticam hoje já tiveram, outrora, visão diferente. Tudo depende do momento e as conjecturas tramadas.

Responder

Denise em 21/02/2020 - 09h38 comentou:

Excelente! Feminismo não é, e nunca foi mimimi. E agora às pessoas que, perplexas, perguntarem “como chegamos a este ponto? “, digamos: “perguntem às suas consciências…”

Responder

Avel de Alencar em 21/02/2020 - 15h06 comentou:

As vezes fica difícil defender as mulheres que apoiam seus carrascos. Mas os que defendem a igualdade de gênero e lutam contra todo e qualquer tipo de preconceito de vem continuar a mesmo que, eventualmente, esteja defendendo as mirians leitões ou sherazades da vida.

Responder

Carolina em 21/02/2020 - 16h34 comentou:

Reflexão oportuna e bem documentada: parabéns!

Responder

Odete Maria em 22/02/2020 - 15h21 comentou:

Jornalistas que outrora se mostraram machistas com uma presidenta, agora reclamam do machismo do presidente. Estão provando do próprio veneno e confirmando a máxima “O mundo não gira, capota”.

Responder

yared em 22/02/2020 - 16h22 comentou:

empoderamento,sororidade,igualdade, solidariedade,palavras que vão continuar no limbo até que as mulheres, sejam de esquerda ou direita,reconheçam que o inimigo mora dentro delas mesmas e se chama EGOÍSMO.

Responder

yared em 22/02/2020 - 16h42 comentou:

torço para que esse “NÃO É NÃO” se torne realidade nas eleições municipais deste ano e nas próximas também, ou então enfiemos a viola no saco.

Responder

Marta em 22/02/2020 - 17h46 comentou:

Análise coerente, texto brilhante! 👏👏👏

Responder

Edson Oliveira em 22/02/2020 - 19h03 comentou:

O que podemos perceber é, primeiramente, o fato. Mulheres foram diminuídas de sua condição humana e se tornaram objeto da mais cruel violência, que é a quebra da honra. Houve um tempo em que a honra se lavava com sangue. Ainda bem que somos civilizados. Nós os que respeitam todas as pessoas, independente de gênero, ideologias, religião… enfim, o que se apresenta é o maior retrocesso social, político, racial, religioso e tudo o que representa respeito à diferença. Egoístas já éramos. Agora a tragédia entrou dentro de nossos lares. Passou da hora. E os poderosos passaram dos limites. E nós permitimos.

Responder

jarobas em 24/02/2020 - 07h22 comentou:

Só o Bolsonaro merece o epíteto de machista? O José de Abreu não? Aliás, pensando já em outro personagem, imagino qual seria a reação se ao invés do ex-presidente você Bolsonaro falando uma grosseria como “mulher de grelo duro”: seria o seu fim.

Em resumo, a indignação de vocês, da esquerda, é seletiva.

Responder

Rodolfo Lisboa Cerveira em 24/02/2020 - 21h15 comentou:

Texto irretorquível. Até as admoestações foram perfeitas.

Responder

Karla Barros em 29/02/2020 - 17h35 comentou:

Bravo!

Responder

Eugênio em 01/03/2020 - 17h07 comentou:

Concordo que ninguém merece ouvir as agressões do monstro.

Mas considero imperdoável toda essa gente golpista, não é necessário nomear, estamos repetindo desde 2002.

Imperdoáveis, canalhas, biltres e bota adjetivo nisso.

Há uma certa facção dita “namastê” — como odeiam ser chamados assim! –, que vive dizendo que temos que abrir o coração e perdoar etc. e tal.

Acredito no bom coração da canalhada? Só no sentido médico.

Porém, combinemos assim: perdoaremos, cristãmente, desde que esses traidores da nação (isto existe aqui?), da pátria e do povo peçam perdão, de joelhos.

Sem um pedido assim, público e notório, continuarão imperdoáveis.

E que o diabo (que criaram) os carregue.

Responder

ITACI A FERREIRA em 02/03/2020 - 11h46 comentou:

Feministas de ideologia política partidária, são machistas,pois verbalizam a conveniência do poder…Não sou eleitora do Bolsonoro,mas acho que suas eleitoras merecem respeito pela escolha ,elas estão sendo humilhadas e desrespeitadas por outras mulheres, acredito que exista outra forma de conscientização e não esta polarização absurda,espero que encontrem uma “fala” harmônica menos radical nos dois segmentos.

Responder

Irene em 02/03/2020 - 12h29 comentou:

Parabéns e obrigada é a primeira vez que acesso o site (blog), a conheci pela TV 247, assisti inclusive o Giro das onze ao lado do Mauro e Luana, onde você expõe toda a sua dor com tudo com que nos cerca.
como disse o Mauro, seu choro, é o nosso choro e sua indignação é igualmente nossa, o que dói é saber que essa dor, é absolutamente desnecessária e é saber que é resultado do egoísmo de poucos e saber que entre esses poucos, muitos poderiam ter ajudado a evitar tanta dor.
bem, caminhemos todos juntos, ora no amor ora na dor, sem perdermos vista quem somos e o que queremos. Abraço e muita força pra nós

Responder

Osmar carneiro em 02/03/2020 - 19h12 comentou:

Texto muito bom, acredito que um dos melhores já postados na internet a respeito do tema. Parabéns pela bela exposição.

Responder

Maria Goretti Cavalcante em 02/03/2020 - 22h06 comentou:

Excelente texto. É aquela estória “pimenta nos olhos dos outros é refresco.” Qdo cai no de quem assim fala, arde e dói.

Responder

Munchkin Person [TRUE philosopher] em 03/03/2020 - 10h48 comentou:

Me/esqueci/de/todas/as/falas/terrivelmente/estúpidas/da/presidentA…

Agora/é/machismo/não/concordar/com/um/neologismo/feio

Presidente/inteligente/contente/ciente/sorridente
PresidentA/inteligentA/contentA/Cienta/SorridentA

Sua/bolhinha/aplaudiu

Vocês/são/o/principal/problema/interno/das/esquerdas

Política/não/é/jogo/de/futebol

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