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Dom Pedro I, aquele do “independência ou morte”, e a lei Maria da Penha

Há várias referências a maus tratos na relação do imperador com a primeira mulher, a imperatriz Leopoldina

ESSA É SUA IDEIA DE “CELEBRAR A PÁTRIA”? FOTO: VALTER CAMPANATO/Agência Brasil
Cynara Menezes
07 de setembro de 2013, 15h02

Existe uma versão muito difundida de que Dom Pedro I, nosso imperador e “libertador” do Brasil, causou a morte de sua primeira mulher, Leopoldina, por espancamento. Em fevereiro deste ano, a exumação dos corpos de Pedro I e de suas mulheres desmentiu a hipótese levantada por vários historiadores de que Leopoldina tivesse tido inclusive um fêmur quebrado por ter caído de uma escada, mas há várias referências a maus tratos na relação do imperador com a mulher.

Outra versão corrente para a morte precoce de Leopoldina aos 28 anos é a de lento envenenamento pelas mãos da marquesa de Santos, que havia sido levada pelo amante Pedro I a viver na Corte, para humilhação da imperatriz. Um “Dom Juan dos Trópicos”, Dom Pedro teve 16 filhos com várias mulheres além das esposas. As razões da morte de Leopoldina em 1826, grávida do nono filho, continuam um mistério. Não sabemos ao certo se Dom Pedro I, o “herói” da independência, seria hoje enquadrado na Lei Maria da Penha em vez de celebrado.

Pagamos uma indenização de 2 milhões de libras à Inglaterra por ter nossa independência reconhecida por Portugal apenas três anos depois, em 1825. Ou seja, não bastassem os mais de três séculos de exploração, matança dos habitantes originais, enriquecimento e vida mansa possível graças à escravidão de negros trazidos da África, ainda pagamos para nos “libertar”.

Digo “libertar”, digo “herói”, digo “independência”, assim,  entre aspas, porque foi tudo fake. Para inglês ver (e receber grana). Não acredito nem que a frase “Independência ou Morte” tenha sido pronunciada. Para mim é obra de algum dos primeiros marqueteiros desta terra. Mas o pior mesmo é a forma como se celebra oficialmente a data desde que me entendo por gente.

Vinte e oito anos após a volta da democracia ao País e com uma ex-guerrilheira contra a ditadura na presidência da República, o principal evento do Dia da Pátria continua a ser um monte de políticos num palanque olhando militares desfilarem. Tanques, tanques e mais tanques. O povo é mero coadjuvante de uma festa além de tudo cafona, afastado por grades da grande celebração verde-oliva. Este ano, então, com a possibilidade de protestos, o povo foi mantido a uma “distância segura” da própria comemoração. Ou não é do povo uma festa que se diz “cívica”?

O povo não participa do 7 de setembro porque não se sente parte dele, nunca se sentiu. É como no célebre quadro de Pedro Américo: militares ao centro e o povo passivo ao redor. Exatamente como agora.

“O Grito”, de Pedro Américo, de 1888

Amar o Brasil não é isso, é outra coisa. Queria algum dia ver protestos por outra festa da Pátria, por outro tipo de celebração, com outros heróis. Dom Pedro I não me representa. Os tanques nas ruas não me representam. O 7 de Setembro não me representa.


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Claudia em 07/09/2013 - 15h15 comentou:

Tenho horror de desfile de 7 de setembro. Eu era obrigada a desfilar – como todos os alunos da minha escola – no calçadão de Copacabana. Quem faltasse ao desfile era punido, inclusive com ameaças veladas aos pais. Os milicos se apropriaram da data do povo e a conspurcaram e o resultado é esse aí: pouca participação popular comemorando uma independência fictícia. Acho que o dia 22 de fevereiro de 2008 é o verdadeiro dia da independência: foi quando Lula anunciou o fim da dívida externa do Brasil.

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    Renato Dias em 08/09/2013 - 00h14 comentou:

    Claudia, a frase que foi dita: “O Brasil deixou de ser um país devedor para se tornar um país credor”, não significa que foi quitada a dívida externa. À época, nem seria vantajoso faze-lo. Significava apenas que as reservas internacionais em dólares eram maiores que a dívida externa brasileira. Mas, tudo bem. O problema, para a sua “independência de 22 de fevereiro de 2008”, é que, no final do governo Lula, a dívida externa era de 240 bilhões (e 270 bilhões em fevereiro de 2011), e a dívida interna, no montante astronômico de 1.650 trilhões. Então: seria o final de 2010 o “dia da desindependência”?

Wanderson em 07/09/2013 - 15h27 comentou:

belo texto, parabéns

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    ingrid em 20/12/2013 - 16h19 comentou:

    vc gosta do d.pedro

Bertrand em 07/09/2013 - 16h11 comentou:

Gostei do texto mas… Uma nação é baseada nos símbolos da sua fundação. Claro que Dom Pedro I não representa mais ninguém hoje LOL. Conhecer e respeitar a historia e símbolos históricos do seu país ou no qual você vive (sou francês) não tem nada ver com a sua sensibilidade politica. O desfile militar é uma tradição. Numa democracia (normal?) o exercito é um simbolo da independência nacional alem dos partidos e da politica. Você se acomoda bem todos os dias da policia MILITAR nas ruas? Então porque criticar os militares o único dia do ano que estão no lugar deles? Desfilando nas ordens do povo e dos seus representantes. Então agora uma pergunta. O que é amar o Brasil? Se nada do Brasil lhe representa…

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    Fabrício Brantes em 08/09/2013 - 07h57 comentou:

    Exército símbolo da independência? Pra mim é o mesmo que dizer que guerra é símbolo da paz. E de que servem tradições, se não nos trazem boas lembranças? Se não foi uma independência de fato, o que há de fato para comemorar?

    Halter Maia em 08/09/2013 - 12h08 comentou:

    Símbolos nacionais são sempre apropriados pelas classes no poder e sempre serão atualizados.
    Durante a ditadura proibiu-se que o hino nacional brasileiro fosse cantado informalmente.
    Foi o movimento das 'Diretas Já' que recuperou o Hino Nacional para a sociedade civil.
    Só então passou a significar para os brasileiros o que a Marselhesa significa para os franceses.
    Ainda falta aos brasileiros recuperar a confiança de que as Forças Armadas estão a seu serviço.
    Apenas quando estas merecerem o status de símbolo de serviço à Nação, realmente defendendo incondicionalmente a democracia e submetidas a ela, serão festejadas.
    Não se esqueça que mesmo depois da Bastilha os franceses tiveram seus Napoleões e Vichis.

Marcio em 07/09/2013 - 16h39 comentou:

Lindo texto! Quer ser minha irmã que não tive?

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Marcus em 07/09/2013 - 17h13 comentou:

Sacanagem querer acabar com a coisa mais importante que os caras fazem no ano.

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Cidinha Santos em 07/09/2013 - 19h03 comentou:

O Grito dos excluídos tem tentado fazer um contraponto a essas comemorações, questionando e denunciando as injustiças sociais. Pena que nem todos os movimentos se engajem nessa manifestação.

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renators em 07/09/2013 - 20h10 comentou:

Militares ao centro ? Quando ? Vivem com salários arrochados e equipamentos sucateados … e no 7 de setembro desfilam escolas, entidades civis, bombeiros, não vejo só gente da caserna desfilando. Bom, o que esperar de um blog chamado "soclalismo moreno", a não ser a intenção de jogar uns contra os outros, não é mesmo ? Aliás, acho que a distinta deveria se aculturar mais e ver os desfiles militares da antiga URSS, que fazem com que o nosso 7 de Setembro pareça bonequinhos de forte apache.

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bruno bento em 07/09/2013 - 20h26 comentou:

muito bom, ma o buraco é muito mais embaixo.
estes desfiles das forças armadas se dá em vários outros lugares que não só o Brasil, também os detesto, não vou, mas não me indigno com ele também não.
e mais, mesmo os detestando, por aqui nas grotas do país, a população participa, vibra, há competições de fanfarras, que a pesar do mal gosto musical, na minha opinião, acabam fazendo a alegria e proporcionando alguma fruição para um povo que nem isso tem.
bom, há algo de bom, mesmo que não seja para mim, nestas manifestações.

grande abraço.

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Éleéfe PêCê em 07/09/2013 - 21h57 comentou:

Desculpe a honestidade, mas o anacronismo é inaceitável sob a perspectiva histórica. Julgar os atos de uma pessoa, independente de quem seja, com valores morais que foram consolidados 150 anos depois é simplesmente absurdo. O texto é bem ruim…

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    Fabrício Brantes em 08/09/2013 - 08h23 comentou:

    É anacronismo julgar Pedro I pelos seus atos? Até pode ser. Mas também é anacronismo comemorar a figura dele, não? A história não tem como função contar só o a versão do vencedor, tem que contar a versão do derrotado, e também mostrar os podres do vencedor. A história deve buscar ser a mais imparcial possível e mostrar todos os lados. Eu acredito que a história não deve julgar, ela simplesmente deve mostrar as relações de causa e efeito; o julgamento fazemos quando fazemos política.

    E o texto não é ruim. Ele só é uma provocação, não tem a intenção de esgotar o assunto.

sonia em 07/09/2013 - 22h04 comentou:

Eu adorava desfilar e ainda ganhava 1 ponto em todas as matérias.Mas isso não é a questão,realmente eu acho esse negocio de desfile mais para as crianças que gostam de ver os tanques,carros de policia,bombeiros a cavalaria do Colégio Militar ,os aviões da esquadrilha da fumaça,e só isso mesmo.Mas eu vejo as comemorações nos EUA e no Canadá e não tem nada,só queima de fogos ,algumas bandas e mais nada. Acho que independência é outra coisa, a palavra já diz!

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Marcus em 07/09/2013 - 22h46 comentou:

Bela foto!

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Lenir Vicente em 07/09/2013 - 22h57 comentou:

Ainda existem grilhões a acorrentar o Brasil ao passado , onde imperava a servidão à casa Grande. Concordo com a Cynara, o Brasil de Dom Pedro não nos representa. O que nos representa é a eleição livre e democrática de um trabalhador e de uma uma mulher que lutou contra a ditadura. Ainda temos um grito parado na garganta porque a luta pela liberdade plena ainda vai durar muito tempo. É difícil vencer forças tão arraigadas e que têm tantos aliados poderosos aqui e alhures.Mas estamos no caminho certo. Apesar deles e apesar dos tanques nas ruas.

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Renato Dias em 07/09/2013 - 23h21 comentou:

Na foto não tem "tanque". Tem um "carro (ou veículo) blindado".

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Renato Dias em 07/09/2013 - 23h52 comentou:

Ora, “aquele” do “independência ou morte”, é mesmo Dom Pedro I. Por que ter vergonha disto? Já provado que ele não batia na esposa, por que insistir em lançar-lhe outros vitupérios? Sejam feministas: talvez ele “aplicasse alguns dos 50 tons de cinza”… Domitila de Castro Canto e Melo não via defeito nele até quando D. Pedro casou-se novamente. Era mulherengo, sim. Marx também era.

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D. Argento em 08/09/2013 - 04h52 comentou:

É um problema muito grave enxergar tudo pelos óculos da ideologia: às vezes eles provocam visão parcial ou cegueira contextual. A independência como Pedro Américo pintou e da frase célebre, de fato, nunca aconteceu, bem como não foi uma conquista popular: as conjunturas da política internacional e as questões sociais internas, na prática, "exigiram" que ela acontecesse. Se dependesse da mobilização popular, não seria uma surpresa que ainda estivéssemos vinculados a Portugal.
Também não sou um fã das paradas militares, mas entendo de símbolos e é exatamente disso que elas tratam: soberania nacional. Infelizmente, a tradição vincula a autonomia de uma país à sua capacidade de defesa, ao seu poderio bélico (não é difícil entender os desfiles das forças armadas nesse contexto). Por sinal, essa talvez seja uma das poucas, senão a única, situações em que o nosso exército, anos-luz atrás dos de outras nações, ainda tem alguma relevância.
A propósito, outro raciocínio interessante: o representante absoluto do povo, hoje diretamente eleito, é o presidente da república, líder supremo das forças armadas e, coincidentemente, o ponto alto do principal desfile do 7 de setembro. A menos que se considere que a presidente Dilma não representa o povo, ele estava simbolicamente lá, com pompa e destaque. Não dá para levar o a população para os desfiles, transformar a celebração da independência em uma micareta ou uma grande manifestação. A questão aqui é outra: orgulho nacional, mesmo com todos os problemas, com a falta de moral disseminada, com o crime, com os desvios de conduta. É o dia em que se celebra a instituição Brasil, com seus méritos e defeitos.
Considero os desfiles um tédio, não gosto do modo como a política acontece no Brasil desde abril de 1500 e acho que o problema que nos impede seguir adiante está justamente nessa mistura imiscível de ideologias mal aplicadas e equivocadas à este ou àquele lado. Só se pode esperar um país com futuro quando o "povo", os "militares", os "políticos" e quaisquer outras categoriais que venham a ser inventadas (os brasileiros, em suma) buscarem um mesmo objetivo, e não arruinar os demais.

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    CLARISSA em 12/09/2013 - 19h22 comentou:

    MUITO BOM!!! SOCIALISMO NAO É SUPERIOR, DEMOCRACIA É!

peterson em 08/09/2013 - 05h09 comentou:

Mas que texto mesquinho kkkkkk, olha o esquerdismo podia ser melhor que isso. Eu já tentei ser de esquerda mas confesso, não consigo diante de tanta mediocridade que vejo.

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José Fernando em 08/09/2013 - 12h07 comentou:

É muito fácil sentar num barril de merda e criticar . O governo atual não me representa e não me representaria nunca. Não coaduna ter um representante que usa a democracia para implantar um socialismo barato e corrupto. Mas o "7 de setembro" não tem nada a ver com quem está no poder. É um marco que deve ser lembrado para sempre. O ideal de liberdade tem que ser o porta estandarte dos brasileiros, lembrando-nos que somos maiores que qualquer partido político e que esta liberdade tem que ser preservada a qualquer custo. Acredito na liberdade e todos os que tentarem maculá-la tem que ser trancafiados. Se não respeitam a liberdade, não podem merecê-la.

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Maia Kaefman em 08/09/2013 - 22h37 comentou:

Pelo menos a "Supermanifestação" dos reaças foi um fiasco retumbante!

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Preto Velho em 09/09/2013 - 04h02 comentou:

Tem menos gente assistindo ao desfile na foto do que gente na tal "Maior Passeata Popular do Mundo".

É…

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Antonio em 09/09/2013 - 10h13 comentou:

Se as comemorações de 07 de Setembro não te agrada, porque nesta data você não vai para o exterior?? Ou, porque você não convida os amigos e familiares para comemorar o dia da pátria na sua casa ou no seu bairro?? Você, como qualquer cidadão brasileiro, é livre para organizar eventos comemorativos cívicos. Quanto a D. Pedro I , bom .., ele não foi nenhum herói, mas pelo menos evitou que a libertação do Brasil fosse por meio de uma guerra sangrenta como ocorreu nos EUA.

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Thiago em 09/09/2013 - 17h26 comentou:

Ainda bem que nos países "socialistas" não existem paradas militares semelhantes.

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Afonso em 12/09/2013 - 22h41 comentou:

Um artigo sem nexo algum. D. Pedro I (D. ou Pedro IV de Portugal) foi herói sim. A presença dele evitou que o Brasil se tornasse fragmentos de repúblicas pequenas e sem expressão. Diferente do Brasil, nas nações hispanoamericanas simplesmente proclamaram independência da metrópole. Estes países (ex.: Argentina, Bolívia, Paraguai) com a suas repúblicas tiveram inúmeros golpes de Estado. Para fugir deste triste destino, a permanência de Pedro foi fundamental. O Brasil nasceu sob a unidade do imperador. O restante do artigo são opiniões pessoais e sem base histórica: "…Para mim é obra de algum dos primeiros marqueteiros desta terra. " Deste excerto deste já é prova que só quer é menosprezar a história do Brasil com base em achismos da autora.

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jose silva em 14/09/2013 - 04h01 comentou:

Me parece que "independência ou morte" era nome Da loja maçônica de Jose Bonifácio, o" patriarca da independência". Mas se lançarmos um olhar crítico para a nossa história, veremos que ela é uma grande farsa, arquitetada, protagonizada e disseminada pela elite da vez, assim como o desfile, o povo participa mas não toma parte, fica recluso à sua insignificância. O triste é ver a Dilma, com a desculpa de que é " a presidenta de todos os brasileiros " participar de todas as farsas que lhe são impostas por essa elite. Uma mulher com toda a historia de lutas que diz ter, ou será outra farsa, apenas uma estória?
e aproveitando, você desmente a estória que a esquerda só tem mulher feia, num tem não.Um abraço.

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NIVEA em 07/11/2013 - 23h08 comentou:

GOSTEI MUITO

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    NIVEA em 07/11/2013 - 23h09 comentou:

    nao tenho foto neste momento

NIVEA em 07/11/2013 - 23h13 comentou:

e por que voce tambem nao aparece

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Maysa Blay em 14/01/2014 - 12h53 comentou:

Perfeito, mais uma vez , SM. Curou-me, com poucas palavras, de uma desconforto de 5 décadas. Bjs

Responder

Fortes em 08/04/2014 - 14h58 comentou:

PUTZ.
Se o pagamento da dívida externa, conforme a dona Claudia, representou nossa independência, então estamos fritos, pois ela agora alcança dois trilhões de reais. A nossa independência acontecerá quando pessoas como a dona Claudia aprenderem a ler.
Sobre o desfile, saliento que os militares, bem equipados ou não, estarão lá nas fronteiras para morrer pela integridade de nosso espaço. Já dos políticos, só espero mesmo o roubo, como tem sido sempre e principalmente nos últimos dez anos.

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