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Escritor Marcelo Rubens Paiva se recusa a participar do Roda Viva com Lobão

Filho do deputado Rubens Paiva, desaparecido na ditadura, considera o cantor "um desequilibrado que causou muito mal ao Brasil"

O escritor Marcelo Rubens Paiva. Foto: acervo pessoal
Da Redação
01 de junho de 2020, 15h59

O escritor Marcelo Rubens Paiva recusou o convite para participar do programa Roda Viva com o cantor Lobão, que vai ao ar pela TV Cultura nesta segunda-feira, 1º de junho. Marcelo publicou no facebook a carta que enviou à emissora pública justificando que considera Lobão “um desequilibrado, que causou muito mal ao Brasil com suas posições intolerantes, promovendo um discurso de ódio, especialmente contra vítimas da ditadura, seguindo seu mentor charlatão, Olavo de Carvalho”.

“Mesmo que ele se mostre arrependido, considero uma pessoa que não tem muito a oferecer ao debate, por conta de suas posturas e valores”, disse o autor de Feliz Ano Velho e Ainda Estou Aqui, que é filho do ex-deputado federal Rubens Paiva, desaparecido durante a ditadura militar, em 1971, após ter sua casa invadida por homens da Aeronáutica armados com metralhadoras. Em 2011, Lobão exaltou a ditadura militar, falou contra a anistia aos guerrilheiros e comparou a tortura a “arrancar umas unhazinhas”. Em 2018, declarou voto em Jair Bolsonaro, mas hoje é crítico do governo.

Marcelo Paiva também protestou contra o fato de o governo de São Paulo, que administra a TV Cultura, não ter ordenado lockdown –pelo contrário, o governador João Doria decidiu relaxar o isolamento social no interior do Estado. “Ciente de que SP é hoje o epicentro mundial da pandemia, sou defensor de um lockdown rigoroso, que o Governo do Estado deixou de fazer em março e abril, e hoje pagamos um terrível preço”, disse.

Apresentado atualmente pela jornalista Vera Magalhães, o programa com Lobão no centro da arena terá como entrevistadores Mario Vitor Rodrigues, colunista do jornal Gazeta do Povo; Tati Bernardi, escritora e colunista da Folha de S. Paulo; Chico Felitti, jornalista e autor dos livros Ricardo & Vânia e A Casa; Rosana Hermann, jornalista e escritora e Emanuel Bonfim, diretor artístico da Rádio Eldorado.

 


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(23) comentários Escrever comentário

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Fernando Mendes em 01/06/2020 - 16h58 comentou:

Absolutamente sensata a postura do escritor Marcelo Rubens Paiva. Até porque não há como dar espaço num programa de debate democratico a quem tece considerações inadmissiveis sobre a Ditadura Militar que além dos assassinatos e torturas, deixou um legado de educação falida e privada, saúde privada e excludente, resquícios de violência policial as polícias e um judiciário compromissado com as elites.

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Marcelo em 01/06/2020 - 17h37 comentou:

Desde que soube quem seria o entrevistado desse Roda viva fiz uma análise em minha mente do porque ser o Lobão….em termos artistico não tem nada de novo em questão de lançamento ou tal!em termos de pessoa em evidência muito menos!voltou em voga do ostracismo defendendo uma corrente politica das mais podres não só aqui mas em termos mundial!vai servir somente para divulgação pessoal de canal do próprio em redes sociais e quiçá futuramente politico ja que nao duvido mais de nada do povo quando escolhe seus representantes!correto o posicionamento do Marcelo escritor sim!e se arrependimento mudasse a imagem ou julgamento de alguém não se precisaria de justiça né?..A cultura da ERA bolsonarista ta mais para Lobobão mesmo!

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Cicero Aparecido Lopes da Silva em 01/06/2020 - 19h42 comentou:

Lobão Regina Duarte são pessoas que tinham história principalmente Lobão gostava de suas músicas um dos ícones do Rock brasileiro dos anos 80 . Jogou tudo no lixo ganhou o que com isso ? Nada só descrédito

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Jean Pereira Coutinho em 01/06/2020 - 19h44 comentou:

O pior do Roda Vera é a vida.

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MARCELO GERGULL em 01/06/2020 - 20h12 comentou:

LOBÃO FOI GRANDE COMPOSITOR
REGINA DUARTE, UMA BOA ATRIZ
MAS É TUDO QUE SE PODE FALAR DE BOM, DESSAS PESSOAS. E NADA MAIS!

PARABÉNS MARCELO RÚBENS PAIVA!

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Ralfo Penteado em 01/06/2020 - 21h42 comentou:

Roda morta há muito aparelhada por um partido politico corrupto, o psdb. Estou fora.

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Roseli em 01/06/2020 - 23h35 comentou:

Parabéns! Marcelo Rubens Paiva. Coerente sempre

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Cris Ferreira em 02/06/2020 - 00h22 comentou:

Perfeita a posição e postura de Marcelo. Li seus livros e fiquei mais fã ainda

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Roberval Pettinelli em 02/06/2020 - 00h23 comentou:

Lobão. Realmente, vazio, enrolado e sem opinião definida ! Perdi meu tempo em assisti-lo. Mas, quanto ao programa vale sempre a pena, nem que seja, como hoje, só para conferir !

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Walter em 02/06/2020 - 00h31 comentou:

Esse Lobão é um canalha,psicopata, ultra nefasto, facista e idiota. Ele é a maior vergonha para o Rock brasileiro.

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Vinícius em 02/06/2020 - 01h00 comentou:

Por favor.. será que mais alguém chegou à conclusão que eu cheguei?

O livro BLECAUTE é muito bom!

Ao fim do livro, meditei por 2 dias na história até que de repente me deparei com uma verdade oculta: Rindu e Mario eram a mesma pessoa.

Reparem, Mario era a versão livre, doidona enquanto Rindu era a versão certinho, mais de boa.

Fica claro na relação com Martina, as conversas, etc

Rindu se declara apaixonado pelo Mario (ou seja, era quem ele queria ser).

Na cena onde Mario deixou Rindu ficar com Martina, era um momento de tentar a substituição de personalidade.

Ao fim do livro, quando Mario morre, foi quando Rindu se decidiu quem ele de fato queria ser.

É uma verdadeira história de bipolaridade.

Por favor, me ajudem a ter certeza disso. Se for preciso, releiam.

Obrigado.

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Daniel Filipe Rios em 02/06/2020 - 02h16 comentou:

Vamos tentar

nos redimir na próxima. Hoje fiquei assistindo Adnet, no You Tube.

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Hilda em 02/06/2020 - 06h00 comentou:

Lobão e Marcelo Rubens Paiva foram dois ícones para a juventude dos anos 80. Cheguei a ir num show de Lobão, no Mineirinho, enquanto passeava por aquelas bandas. Ele tinha acabado de sair da prisão e aquilo para mim era o sentido máximo de subversão. Coitada, mal sabia eu que subversão era bem mais que se drogar e falar palavrão! O livro Feliz Ano Velho marcou a vida de muitos adolescentes e jovens desse período. Tenho uma memória afetiva muito grande desse livro, do Marcelo indo comemorar sua aprovação em medicina e se acidentando, das pessoas estranhando a parafernalha que ele usava para se manter na cadeira de rodas. Enfim, como disse, foram dois ícones. Um continua sendo, porém, o Lobão, não mais. Desde que li o livro de Lobão, falando sobre as suas inconsequências juvenis, percebi que ele era um pseudo elitizadozinho bem babaca e aí, o mito caiu por terra. Aliás, como todo mito, não é mesmo? O fato dele apoiar bolsonaro e a ditadura apenas corroboraram o que ele sempre foi: um babaca literal e fascistóide.

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Ubirajara I. Crá em 02/06/2020 - 09h30 comentou:

TV Cultura, que “pisada de bola”.
Lamentável!
Me recusei a ver.
Antigamente era Roda Viva.
Hoje, “Roda Morta”.
Há muito, esse programa caiu o nível.
Comandante exibicionista.
Jornalistas fraquíssimos.
Perguntas sem densidade cultural.

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Paulo+Roberto+Martins em 02/06/2020 - 10h15 comentou:

O “Bobão” foi um roqueiro medíocre que deve ter tido uma ou duas músicas de sucesso efêmero.É um recalcado que destila ódio porque se julga um grande expoente da cultura brasileira e não é nada.Deveria ser esquecido e enterrado.Mas um programa reacionário resolve ressuscitá-lo para que vomite besteiras e empáfia aos incautos.Chega de Lobão e chega de Roda Vida.Lugar dele é ser entrevistado pelo Danilo Gentili,que é uma Vera Magalhães de calças”

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Maria Martins em 02/06/2020 - 10h56 comentou:

Parabéns Marcelo,nós não podemos compactuar com esse apoiadores desse governo doente(e seus apoiadores),onde negam a existencia da ditadura. Parabéns atitude corretíssima.

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Bette Santos em 02/06/2020 - 11h08 comentou:

Absolutamente coerente e sensata a postura de Marcelo Rubens Paiva. Lobão não tem nada de útil a oferecer em um debate. E, em tempos de isolamento social necessário, Marcelo deve se poupar, pois ele sim têm o que oferecer à sociedade brasileira. Principalmente sobre a História da democracia, cujo restabelecimento custou a vida de seu pai.

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Alcides de Medeiros Dantas em 02/06/2020 - 12h57 comentou:

Parabéns para o Marcelo Rubens Paiva. Eu também não vejo para que o legado do Lobão serviu para nossa nação

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Rosana em 02/06/2020 - 16h13 comentou:

O Marcelo fez muito bem. Vi um pedaço pra ver o que ele falava e parei de ver porque estava intragável, se colocando como um ser com liberdade que incomoda. Caráter é coisa que passa longe, pelo que ouvi.

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Fernando Antonio em 02/06/2020 - 19h44 comentou:

Lobão tem até umas musiquias que gosto, mas nada além disso, medíocre no mais.

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Ana Lucia de Souza em 03/06/2020 - 19h16 comentou:

Parabéns Marcelo pela atitude sensata e coerente!

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Clara em 04/06/2020 - 00h11 comentou:

Lobão é um idiota inútil.
Como músico e cantor meia boca.
Além de um cara que vivia drogado e na sacanagem , agora conservador depois de velho.
Deixa ele no seu terra plAna, fica lá sozinho!
Marcelo realmente não teria o que fazer lá.
Além deste programa já ter carealizado marcada conservadora e hipócrita.

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Marcus Franca em 05/06/2020 - 01h32 comentou:

Eu sempre gostei de Rock, Os Criadores, Os Psicodélicos, Progressivo, Punk, Cabeça, Irônico. Se me fizesse balançar quando ouvia a primeira vez a música, mesmo que fosse em Aramaico Arcaico. Lobão era ídolo cabeça, Roger era alegre é ultrajante. Sinceramente quando estou no carro e ligo o rádio e está tocando música deles eu mudo de estação. Eu mesmo não entendo, não consigo ouvir, me dá asco.

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