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Marcha das Margaridas pode se tornar maior manifestação de mulheres desde o #EleNão

Encontro de trabalhadoras rurais na próxima semana em Brasília terá reforço da Marcha das Mulheres Indígenas

Mulheres do campo na 5ª marcha das margaridas em 2015. Foto: Lula Marques
Da Redação
07 de agosto de 2019, 22h52

Na próxima semana, milhares de mulheres do campo, da floresta e das águas do Brasil e de 26 países chegarão a Brasília para participar da sexta edição da Marcha das Margaridas, que acontece entre os dias 13 e 14 de agosto. Como as mulheres indígenas, que estarão na capital federal participando de sua primeira marcha, se somarão ao grupo, é possível que esta seja a maior manifestação de mulheres no Brasil desde o #EleNão contra Jair Bolsonaro, em setembro de 2018.

A Marcha das Margaridas é realizada a cada quatro anos e, em 2019, terá o lema “Margaridas na luta por um Brasil com soberania popular, democracia, justiça, igualdade e livre de violência”. Contra os desmandos do governo de extrema direita de Bolsonaro, as mulheres reivindicarão um país com educação não sexista, antirracista e pelo direito à educação no campo.

Ilustra: O.Ribs/instagram

Desde que começou, em 2000, a marcha se tornou uma importante estratégia para dar visibilidade à luta das mulheres do campo, as principais atingidas pela reforma da Previdência de Bolsonaro. Já para a Marcha das Mulheres Indígenas, que acontece entre 9 e 13 de agosto, é esperada a presença de 2 mil representantes de diversas etnias. A realização do encontro foi deliberada durante a plenária das mulheres indígenas no Acampamento Terra Livre, em abril de 2019.

Desde que começou, em 2000, a marcha se tornou uma importante estratégia para dar visibilidade à luta das mulheres do campo, as principais atingidas pela reforma da Previdência de Bolsonaro

A 6ª Marcha das Margaridas é realizada pela CONTAG (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares), suas 27 Federações e mais de 4 mil Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o País, em parceria com 16 organizações sociais, entre movimentos feministas e de mulheres trabalhadoras, centrais sindicais e organizações internacionais.

As caravanas dos Estados começam a chegar à capital federal na madrugada de 13 de agosto e as atividades começam às 14h, com oficinas, painéis e a Mostra de Saberes e Sabores das Margaridas. A abertura oficial será às 19h e, na sequência, será realizada a noite cultural. Uma das apresentações confirmadas é da atriz Letícia Sabatella. As atividades do primeiro dia são exclusivas para as delegações dos Estados e para a delegação internacional.

No dia 14 de agosto, momento da “grande marcha”, a programação é aberta ao público em geral. As Margaridas estarão concentradas no lado externo do Pavilhão do Parque da Cidade a partir das 6h e sairão em marcha às 7h, em direção à Esplanada dos Ministérios. A previsão é que o ato de encerramento seja realizado às 11h nas proximidades do Congresso Nacional.

O credenciamento é obrigatório para os/as profissionais de comunicação que quiserem ter acesso ao Pavilhão do Parque da Cidade no primeiro dia (13). Os crachás serão entregues na Entrada A do pavilhão, com área para estacionamento dos veículos. Para se inscrever, clique aqui.

MAIS INFORMAÇÕES:

Assessoria de Comunicação da CONTAG / Marcha das Margaridas

(61) 2102-2288 /99115-4444/ [email protected] /

Com informações da assessoria da CONTAG

 


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(2) comentários Escrever comentário

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ELAINE PAES E LIMA em 08/08/2019 - 18h09 comentou:

PARABÉNS PELA INICIATIVA………….

A MULHER UNIDA JAMAIS SERÁ VENCIDA !!!!!!!!!!!!!!

Responder

Sueli Andrade em 08/08/2019 - 19h21 comentou:

A essa marcha precisamos mobilizar os 120 milhões de brasileiros que optaram não votar nesse presidente para juntos dizermos que não queremos o desmonte do País, a instauração de um Estado de excessão, ditador e fascista.

Responder

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