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Um piquenique na Praia Grande. Por Adoniran Barbosa

Sempre gostei de me esconder nos arquivos dos lugares onde trabalhei. Ficava fuçando, descobrindo e me deliciando com textos e matérias antigas. Quando trabalhava na Abril, meu lugar favorito era o Dedoc excelente que tem por lá. Um dia, folheando antigos exemplares da revista Realidade, me deparei com essa crônica de Adoniran Barbosa, de fevereiro […]

Cynara Menezes
23 de fevereiro de 2013, 12h00

(do sketchbook do Baptistão)

Sempre gostei de me esconder nos arquivos dos lugares onde trabalhei. Ficava fuçando, descobrindo e me deliciando com textos e matérias antigas. Quando trabalhava na Abril, meu lugar favorito era o Dedoc excelente que tem por lá. Um dia, folheando antigos exemplares da revista Realidade, me deparei com essa crônica de Adoniran Barbosa, de fevereiro de 1969, sobre um piquenique na Praia Grande. É uma das coisas mais divertidas que já li. O texto foi depois republicado na biografia Adoniran: Dá Licença de Contar, de Ayrton Mugnaini Jr. (editora 34).

Trata-se de uma reportagem “adonirânica” sobre uma farofa na praia, que só quem nunca fez não sabe como é bom. Será que ainda tem gente que leva frango assado pra praia? Para se despedir do verão que está acabando… Leia caprichando no sotaque.

***

Um Senhor Piquenique!

Por Adoniran Barbosa

– Que horas são?

– Três de la matina. Eu vou dormir.

– Eu não vou. Já são três horas e o ônibus sai às cinco!

– Que ônibus?

– Não sabe? Eu conto pro senhor. Nóis vai fazê um piquenique na Praia Grande. O ônibus sai às cinco, nóis chega lá às sete e meia. Vai ser um senhor piquenique! Um sinhô piquenique!

– Nóis? Nóis quem?

– Gente da minha rua. Todos de lá. Quase tudo da mesma firma. Gente da Casa Pirani, da Companhia de Gás, ali no Gasômetro, da Maria Zélia, Matarazzo, da Arno. A gente mora quase todos na mesma rua. Quase todos. Pessoal da Caetano Pinto, Carneiro Leão, Visconde de Parnaíba e adjacência. Todos nóis! Quase uma família só, a bem dizer. Trabalhemos quase tudo na mesma firma, e moremos tudo perto um do outro.

– Mas como é que é o piquenique?

– O sinhô nunca foi num piquenique?

– Não.

– Qué i junto? Eu falo com o Dante e nóis arranja lugá pro sinhô no ônibus! O sinhô vai vê o que é o piquenique na Praia Grande, feito por nóis.

– Deve ser bom demais…

– Ô!!! O Dante, que é o mais velho da turma, é que organiza tudo. Primeiro, ele consurta quem qué i. Depois que tudo mundo aceita, ele vem e fala: o ônibus custa cento e quarenta conto. Aumentou. Mas tem uma coisa: o ônibus fica à nossa disposição o dia inteirinho, com chofer e tudo. O ônibus chega na praia, deixa nóis ali, encosta num canto longe da praia, e espera até a hora que a gente marquemos pra volta. No ano passado teve um. Foi ótis, doutor, ótis! Ninguém mais esquece aquele piquenique do ano passado, de tão ótis que foi!

– Vai muita gente?

– Hiii! Lotação compreta: trinta e seis sentado. Se a agência do ônibus deixava, ia mais uns vinte. Mas nós somos ordeiro, respeitemos tudo. Eu vou contar, só pro sinhô ter uma idéia. Quando é na véspa, cada um arruma as suas coisa, principalmente essas coisa pra comê, o sinhô sabe, não? Nesse altura, o Dante já recolheu o dinheiro de cada um. Uns cinco, déis conto por pessoa. Já pagou a agência, e já tá com o recibo. Hora marcada e tudo. Aí ele e a patroa (conhece dona Mafalda? Não? Magina!!!) começa a preparar as coisa. Ela faz uns vinte frango cheio, sendo que cada uma das mulher faz outras coisa. As moça se arruma, corta as unha dos dois pé, tem umas que compra maiô novo na loja, tem as outras que manda enrolá o cabelo, pra soltá de manhã, e é uma beleza! Nessa noite, tudo mundo pega o berço mais cedo, que é pra levantar disposto, porque o Dante é igigente e todo mundo respeita ele, porque ele num demite atraso e nem confusão. Ele avisa um por um: “Ângelo, o ônibus sai cinco hora. Quatro e meia no largo da Concórdia, tudo mundo. Avisa quem você encontrar!” Nessa noite, doutor, tou garantindo que ninguém drome dereito. O mar fica fazendo onda na cabeça da gente! E gente que ainda sonha fica sonhando com o céu azulzinho, a espuma branca batendo na areia, as onda que vai e que vem! É um sonho, doutor, um sonho! O sinhô já sonhô furta-cor? Contaram alguma vez da Disneylândia pro sinhô? É quase igual, eu nunca fui lá, mas é quase igual!

Partida

– Esse é o nosso ônibus! Vamo pegá o nosso lugar! Cada um com a sua sacola. Ninguém perturba! –esse é o Dante que fica de olho na gente. O Dante –sabe?– é gordo, corado, bonito, um pedaço de homem desse tamanho! Ele gosta de piquenique, doutor, nem queira saber!

– Aquiles, não sai de perto de nóis! Quando chega lá, fica tudo mundo junto! –É a dona Carmeluccia que tá falando. Coitada! Com as criança, a cesta, a sacola, pacote de sanduíche (para comer na viagem), ela entra no ônibus. E o resto vai subindo, pegando lugar, até um casal de namorado (o filho da dona Guiomar com a filha do seu Orlando) senta lá atrás, porque os dois não quer se misturar com a gente. Nóis também não se incomoda, porque o ano passado aconteceu igual com a Iolanda e o Amílcar e os dois casaram e nem vão amanhã, porque ela vai ter nenê por esses dias. Bem feito! Aí, o ônibus sai. As mãe manda as criança dá tchau pra gente que ficou no largo da Concórdia. Nem bem começa a viagem, o Gardelito (ele mora com a nona na Visconde de Parnaíba) começa a tocar violão. Doutor, ninguém quase fica queto. A gente canta pro motorista:

“Motorista meu amor! Motorista você é artista! Não corra tanto, por favor, queremos chegar vivo, sim senhor!”

–Pára na biquinha pra gente fazê xixi.

–Pára pra bebê água! Xixi é na moita!

–Qué sanduíche, filho?

–Não, mãe, espera mais pra adiante!

–Num afasta o banco que me espreme as perna!

– Coitado do Romano, não pôde vim!

–Por quê?

–Teve que drobá no serviço lá no Gasômetro.

Aí o Américo aponta pro lado e tudo mundo olha:

–Óia a Voquisvage! Aí que é a Voquisvage! São Bernardo do Campo!

–O ano que vem, eu acho que compro um Fusquete desses! Olha quantos que tem aí!

–Tudo zero quilómis!

Tem gente dormindo no ônibus. Menos as mocinha e o Dante (esse não dorme), olhando sempre pra tráis. E as mocinha canta:

“Eu te amo! Eu te amo!”

Vem a bronca do Riccieri:

–Mas até aqui? Já não chega o dia inteiro lá em casa?

Mas as moça dão o troco:

–Eh, tio, vê se num enche. Seu tempo já passô.

–Passô? Gardelito, dá o tom maior aí.

Gardelito dá um acorde, e nóis batuca nos braço da poltrona, e no pandeiro do Cláudio, só pra elas ver que nóis num passemos:

“É da banda da banda de lá! É da banda da banda de cá! Houve retreta domingo e a banda da banda de lá veio tocar na banda de cá. Durante a retreta com a banda da banda de lá e a banda da banda de cá, alguém desafinou: trocaram o dó pelo fá e todo mundo protestou! É da banda da banda de lá! É da banda da banda de cá!”

–Velho, hein? Todo mundo cantou com nóis. E  teu “ti amo”, alguém cantou?

–Pessoal, sigura que tá descendo a serra! Já tô meio surdo!

–Não é nada. É a impressão da altura da serra! Respira fundo que passa!

–Magina se o ônibus rodopeia daqui! Não sobra ninguém!

–Bidu! Olha o Cubatão! Lá tem oloduto!

–Que qui é oloduto, pai?

–Ólio encanado. Vai dereto pras bomba de gasolina de São Paulo.

–Tá chegando!

–O mar num é lá?

–Acho que é!

–Daí a pouco a gente tá chegando na Praia Grande.

(fotos do blog Álbum de Retratos)

Praia

O ônibus pára e o motorista avisa a gente:

–É aqui. Desce tudo mundo e as coisa pode ficá no carro que eu tomo conta. Eu vou encostá um pouco retirado, porque é proibido estacioná na praia, o sinhô sabe, não?

Aí os home desce. Fica só as mulher, que é pra poder trocar de roupa. O Dante leva a gente pra trocar de roupa numa casa que tá em construção. O Dante conversa com o home e a gente pode tomar banho e vestir o calção e, na volta, ele disse que pode tirá o sal. Tem chuveiro. A gente troquemos, dobremos nossas roupa e tudo mundo vai guardar suas coisa no ônibus.

–Não entra ainda! Tem moça se trocando! –é a dona Mênega que fala.

–Já dá pra tomar uma batida, não dá, seu Dante?

–Não! Eu truxe um garrafão. Fiz onti di noite, no capricho.

–Mas mesmo assim nóis vai –cochicha o Ernesto.

A mãe do Amílcar dá bronca:

–Olha, vocês viero aqui pra tomá banho de mar, e não pra enchê o caco. Cuidado, hein, bom?

Tá tudo pronto. As moça tudo de maiô, bem penteada, os home de calção e as mãe de maiô cumprido, se cobrindo com o penhoar.

–Meio-dia tudo mundo aqui! Não vão longe! Aqui embaixo dessas álvores.

–Perfeitamente, seu Dante! Fica sossegado!

O seu Dante ainda avisa:

–Não vão longe! Olha as criança, pelo amor de Deus!

O Romeu trouxe a bola pra uma pelada na praia. Ele é o Rivelino da turma. A gente formemos dois time: velho contra moço. As mocinha vão jogar peteca e as mulher vão arranjando lugar na areia, enquanto que as criança vão fazer castelinho de areia, mas alguns querem mesmo é pegar conchinha pra trazer de lembrança.

A essa altura, o Étore já está no bar, arrepiado com a primeira:

–Não sei como é que branco bebe isso!

O resto da turma vai deixando o futebol e vem encostá o imbigo no balcão.

–Eu quero uma com maracujá.

–Uma pura e um picolé de limão pra misturá.

–Pra mim faz uma caipirnha sem casca!

–Pra mim tamém!

–Pra mim tamém! Mas coadinha!

–Pra mim tamém! Com bastante gelo.

O Dante vem e bronqueia:

–E quem é que vai bebê aquela que eu truxe? Voceis não tem jeito mesmo. Parece que nunca viro cachaça!

E depois o Dante pede pro dono do bar:

–Duas dúzia de cerveja, e duas de guaraná pras criança. Eu pago o depósito do vasilhame. Tudo bem geladinho, hein!

–Tudos mundo tomá banho!

– Não vão longe, hein?

A espuma do mar vem vindo, vem vindo e chega na ponta do meu pé:

–Brrrrrrrrrrr!

–Tá fria, Rolando?

–Que fria nada, paulista. Entra duma vez que você perde o medo!

A gente olha e já vê tudo mundo brincando nas onda!

O filho da dona Guiomar e a filha do seu Orlando não se mistura com a gente. Tão suzinho lá adiante. Dois bobocas…

–Aquilo vai dá casamento!

–Deus queira!

Tudo mundo da turma tá alegre demais!

–Pula essa onda, manhê!

–Que lindo que é o mar! Dá vontade de comê!

–Olha o sol! Parece um remendo branco na calça azul do céu!

–Já perdi a fome. Queria bebê o mar inteiro!

–Que pena que daqui a pouco teremos que i simbora!

Um menino dá risada:

–Olha os gambito branco do Seu Adamo! Branco que nem leite!

Aí o Brancato fica beservando a moça:

–Bobona! Não quer mostrar as gâmbia! Bela porcaria.

O último que saiu do bar foi o Roberto!

–Já me esquiatei quatro bela caipirinha dupra e, agora, eu vou ver a cor d’água!

E lá vai ele cantando:

“Por que bebes tanto assim, rapaiz?”

O Ricieri dá uma baita bronca no garoto.

–Porco! Onde se viu fazê xixi no mar? Quem te ensinô a fazê isso daí? Alguma vez seu pai fez isso? E agora temo que nadá nisso aí? Porco!

Chega o Dante:

–Hi, quantas vez eu discarreguei no mar! Se fosse contá, dava pra enchê um balde!

A pelada está no fim. Os velho ganharam, como sempre.

É aí que a dona Olívia não aguenta mais:

–Pessoar! Vamo comê! Chega de água do mar!

Então todo mundo vai saindo d’água, vai rindo, tomando o caminho do ônibus, pra ir pegar comida e arranjar lugar embaixo das álvores. Cada um vai arrumando a toalha no chão, as mulher vão abrindo os pacote, as sacola e vão pondo tudo na toalha e já tem gente mastigando em falso, com água na boca!

O almoço

O almoço é uma festa. Cada família fez uma coisa. É só olhar e ver tudo em cima das toalhas estendidas na grama: frango cheio, pimentão cheio, brajolinha, abobrinha cheia, torta de frango, cuscuz, bife à milanesa, coxinha, mortadela, presunto, salaminho, pão de peito da Rua Glicério, vinho da cantina do irmão do Dante (vinho bom), garrafão de pinga com limão, que o Étore preparou, cheiro de frango, cheiro de pastéis (foi a nona do Gardelito quem fez), a risada do Roberto e os palpites do Guido:

–Fui até naquela onda lá!

O Dante previne a gente:

–Dispois de comé, ninguém vai nadá na água, porque dá digestão!

Tudo mundo divagarzinho vai ficando quieto. O sono tá batendo na gente e a persiana do zolhos querendo fechar. Os moço não dorme. O Gardelito pega o violão e começa a cantar tango:

“Estoy me poniendo viejo de tras de la alma se va la vida. Hoy me miré al espejo e senti mi alma que está moriendo cuando mi amor me acariciava…”

Música vai, música vem e está na hora do último banho:

–Vamo entrar mais um poco n’água?

Tudo mundo volta pra água. E começa de novo as risadas, o jogo de bola, gente furando onda, batendo peteca, as criança na areia, o namorado desenhando com o dedão do pé um coração com flecha na areia molhada, as mulher conversando, e começa o cansaço até que o Dante dá a orde:

–Vamo se arrumá, que às quatro o ônibus sai. São três e meia. Acho que já chega.

O pessoal vai saindo, as mulher vão tirá o sal no chuveiro da casa em construção, que o Dante pediu emprestado. E, depois do banho, a gente já tá meio triste, cansado, tudo mundo se arrumou e vão subindo no ônibus. E, quando tá tudo pronto, o motorista avisa que vai embora e o Dante examina, vê se não falta ninguém e manda tocar. E a gente nas janelinha vai olhando a praia que fica dizendo que é uma pena!

–Ainda é cedo! Fica mais um pouco, pessoar!

Mas a gente diz que não pode, porque a estrada tá muito cheia, tem muito carro e a gente precisamos chegar cedo, pra trabalhar amanhã no nosso serviço, porque temos os nosso compromissos.

Volta

O ônibus sai depressa e levanta as folha de jornal e de papel que deixemos na praia e esses papel voando lá atrais parece que tão dizendo adeus e querendo que a gente fique mais um pouco!

A tarde vai morrendo e nóis na estrada, ouvindo só o ronco do motor, mas tem alguém que ainda canta:

“Motorista, motorista, por favor. Não corras tanto! Devagar é pressa! É pressa, sim senhor. Do jeito que saímos nós queremos chegar…”

Já é quase noite. O ônibus já está no Brás. Pára no Largo da Concórdia, justo onde o Dante combinou a chegada. A porta abre e a gente vai descendo e ninguém diz até logo e nem nada. Nós moremos perto, quase tudo uma família só. E nessa noite tem alguém que sonha com a espuma branca do mar, a onda braba que vinha, o sol tostando o corpo, e a areia queimando o pé da gente, e nós ouvindo o ronco do mar, a voz do Gardelito, o samba no ônibus, o iê-iê das meninas, tudo que a gente viu e ouviu. E a gente fica triste, quando escuta dona Edna dizendo que não pôde aproveitar:

–Justo hoje! Porca pipa! Não faz mal, as minhas menina se divertiro bastante! Graças a Deus!

E quando tudo mundo já entraram cada um em suas casa, nóis entremo no bar, pedimos a penúltima, olhamos pra tudo mundo, até gente que nós não conhece, enchemos o peito, depois de um gole, e suspiramos fundo, mas cheio de orgulho:

–Grande! Como é grande um piquenique na Praia Grande!…

 


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(5) comentários Escrever comentário

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andre i souza em 23/02/2013 - 18h08 comentou:

Muito Adoniran, muito paulistano, muito paulista e, principlamente, muito brasileiro.

Valeu, Cynara, bela garimpada que nos mostrou um texto de uma aventura muito engraçada, mas baseada num espírito socialista. Adoniran tinha a alma socialista.

Parabéns!

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Jornalista mauaense em 23/02/2013 - 18h38 comentou:

Aí é vida heim… Quem nunca?

Responder

Raimundo brandão em 24/02/2013 - 13h43 comentou:

Maravilha de texto,Cynara!!

Responder

Maurício em 24/02/2013 - 15h54 comentou:

Adoniran… impagável: dá pra quase tocar o piquenique, sentir o Largo da Concórida… Jardim Maria Zélia… bom ter conhecido isso tudo antes e hoje. Belo Achado Cynara!!!

"E quando tudo mundo já entraram cada um em suas casa, nóis entremo no bar, pedimos a penúltima, olhamos pra tudo mundo, até gente que nós não conhece, enchemos o peito, depois de um gole, e suspiramos fundo, mas cheio de orgulho:
–Grande! Como é grande um piquenique na Praia Grande!…"

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Betinho Gaúcho em 24/02/2013 - 18h12 comentou:

Muito lindo o texto, tchê!!! Eu, no início da década de 70, no meu Rio Grande do Sul, também vivi estas emoções, nas maravilhosas e socialistas 'excursões' de Gravataí até à praia de Cidreira. Praticamente a mesma coisa. Apenas o sotaque era diferente, tchê!!! Muito nostálgico. Parabéns!!!!

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