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Direitos Humanos, Politik

O cinema brasileiro encaretou Cazuza e Renato Russo

Dois ídolos, duas cinebiografias e algo em comum: a tentativa de amenizar a homossexualidade de ambos. Em cartaz nos cinemas, Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, sobre a vida de Renato Russo, comete exatamente o mesmo erro de Cazuza–O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, de 2004. A homossexualidade assumida de […]

Cynara Menezes
23 de maio de 2013, 19h38

(Renato & Cazuza)

Dois ídolos, duas cinebiografias e algo em comum: a tentativa de amenizar a homossexualidade de ambos. Em cartaz nos cinemas, Somos Tão Jovens, de Antonio Carlos da Fontoura, sobre a vida de Renato Russo, comete exatamente o mesmo erro de Cazuza–O Tempo Não Pára, de Sandra Werneck e Walter Carvalho, de 2004. A homossexualidade assumida de Renato, assim como a de Cazuza, é transformada em uma bissexualidade que não houve em nenhum dos casos. É como se, ao apresentar os dois à juventude atual, os diretores/produtores quisessem torná-los mais palatáveis, quase “normaizinhos”, algo que tanto um quanto o outro odiariam.

Cazuza e Renato Russo se foram cedo deste mundo, vítimas da Aids: Cazuza, em 1990; Renato, em 1996. Em sua vida louca, vida breve, nenhum dos dois jamais almejou ser modelo de comportamento para ninguém. Qual é! Renato brigou do palco com um estádio inteiro, o Mané Garrincha, em 1988. Cazuza mostrava a bunda para a platéia em suas últimas apresentações. Eram autênticos, verdadeiros, viscerais. Nunca abriram mão de suas convicções e de sua loucura poética, até o último momento.

Na época em que foi lançado o filme de Cazuza, o próprio pai do cantor, João Araújo, veio a público criticar os cortes nas cenas de sexo. “Quiseram ter muito cuidado com o lado homossexual de Cazuza. No que começaram a tomar cuidado demais, para não transparecer e para não virar filme proibido para menores, afastaram-se bastante da realidade”, disse Araújo aos repórteres Pedro Alexandre Sanches e Silvana Arantes, da Folha de S.Paulo. Parceiro de Cazuza no Barão Vermelho, Roberto Frejat estranhou o tratamento dado no filme ao amigo, que aparece transando com mulheres. “Nunca vi prática heterossexual nele. Teve, sim, mas quando não estava completamente convencido de ser gay, bem antes de me conhecer”. Sintomaticamente, Ney Matogrosso, amigo íntimo e ex-namorado de Cazuza, simplesmente desapareceu da versão final.

Com o líder do Legião Urbana a coisa foi parecida –com a diferença de que o filme sobre Cazuza é razoável, e o sobre Renato, ruim. Um desperdício, aliás, porque encontraram um ator, Thiago Mendonça, bastante semelhante a Renato Russo e com boa voz para viver o protagonista, mas o filme se perde em um roteiro fraco, digno da série Malhação se fosse feita pela Record.

Todo mundo que conviveu com Renato em Brasília sabe que ele era muito menos comportado (para dizer o mínimo) do que o garoto sensível e “família” retratado no filme. E que, apesar de ter escrito “gosto de meninos e meninas”, seus casos mais notórios sempre foram com homens. Em Somos Tão Jovens, provavelmente também para fugir da censura 18 anos, como aconteceu com o filme de Cazuza, a questão gay se transforma em algo lateral na vida de Renato e a história se centra em uma personagem feminina que nunca existiu, espécie de amiga-namorada do jovem compositor.

Pior: Renato transa com Aninha, mas não aparece beijando um homem na boca nem uma só vez no filme, como se fosse bacana para uma obra cinematográfica se pautar pelos mesmos (e condenáveis) parâmetros das novelas das nove globais. Os produtores podem até recorrer à desculpa de que o filme aborda a época anterior à fama de Renato Russo, ainda adolescente: é o “retrato do artista quando jovem”, já que o longa termina quando o Legião Urbana começa a fazer sucesso. Mas, mesmo neste período, é conhecido o fato de que o cantor já tinha um namorado fixo. Homem. Então não se trata de licença poética, mas de uma mentira contada a platéias adolescentes inteiras. Renato não tinha nada do menino pueril que aparece no filme. E era gay. Não “mais ou menos gay”. Ponto.

Para os fãs mais velhos de Renato e de Cazuza, fica na boca um gosto de traição. Por que os filmes feitos sobre os nossos ídolos precisam suavizar as biografias deles? Qual o problema em escancarar que eles tinham uma vida louca, sim, que experimentaram drogas, que bebiam e que eram felizmente gays, assumidos? Sinal dos tempos neoconservadores que vivemos? Como diria Cazuza, vamos pedir piedade, Senhor, piedade. Para essa gente careta e covarde.


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Gabriel Franqueiro em 23/05/2013 - 19h49 comentou:

Cynara, sempre matadora!!!

Responder

Pedro Rui Botelho em 23/05/2013 - 19h57 comentou:

Olá !

engraçado , ainda não vi o do Renato , mas lembro bem que na saida do filme sobre o Cazuza fiquei extamente com esta sensação de que faltava alguma coisa , exatamente como vc disse um gostinho de traição de quero mais , não só em relação ao assunto sexo mas ao assunto pessoa mesmo , o jeito de ser , o jeito de ver e principalmente a loucura dele … simplesmente a diretora passou "batido" …uma pena , um desperdicio …enfim um filme careta sobre uma personalidade nada careta ..pode ??

Responder

Ane em 23/05/2013 - 19h59 comentou:

aiii sinto um alívio em saber que nao foi só eu que achei bizarro inventar uma amiga e o maximo de imagem homossexual do filme ser um abraço entre um homem!!! aff!! tirando isso eu até gostei do filme por nostalgia, mas isso aí foi ridiculo mesmo!

Responder

shoujofan em 23/05/2013 - 19h59 comentou:

Ótimo texto. Não assisti Somos Tão Jovens no cinema, porque todas as críticas que li detonaram o filme. Por motivos diferentes, até, mas sempre colocaram que se tratava de um filme fraco e aquém, muito aquém do que merecia o poeta Renato Russo.

Responder

ViniPoaRS1 em 23/05/2013 - 20h57 comentou:

Fiquei com uma dúvida: se o beijo fosse entre pessoas do mesmo sexo, subiria a maioridade do filme? Por que? Qual o critério disso?

Lembro que Renato Russo é uma marca de muito sucesso, que rende milhões de reais e é administrada por um empresário muito competente e nem um pouco "louco": o filho do Renato. Talvez aí esteja boa parte da explicação da caretice. É fundamental manter esse produto, Renato Russo, rentável e comercializável para todos os públicos possíveis: crianças, vovós, adolescentes… Pois é.

Responder

    morenasol em 23/05/2013 - 22h22 comentou:

    talvez seja só desculpa, vini

    Joao Marinho em 23/05/2013 - 23h21 comentou:

    É desculpa. Oficialmente – e quando falo oficialmente é norma oficial mesmo – beijo entre pessoas de mesmo sexo não alteram classificação indicativa pelo Ministério da Justiça.

Jotaaga em 23/05/2013 - 21h02 comentou:

Corajosa e verdadeira muito bom!! ainda não assisti Somos tão jovens e confesso que perdi a vontade apos ler seu artigo.

Responder

Mairon em 23/05/2013 - 22h22 comentou:

Faltou muito mesmo.
Cynara, indica uma boa biografia do Renato?
Ótimo texto!

Responder

    Márcio em 02/06/2013 - 03h44 comentou:

    Cara, se quiser ler, tem O Trovador Solitário (inicialmente publicado como Perfis do Rio – Renato Russo); para assistir indico Rock Brasília – Era de Ouro, que é um documentário sobre as bandas marcantes dos anos 80 de Brasília: Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Ótima leitura, ótimo documentário.
    Queria recomendações também, se alguém tiver mais.
    Abraço!

gmdea em 23/05/2013 - 22h30 comentou:

Também fiquei assim depois de ver o filme. Achei extremamente idiota retratar a homossexualidade do Renato meramente como uma sugestão, sendo que ele próprio assumia

Responder

Márcio em 23/05/2013 - 22h50 comentou:

Olá Cynara, ótimo texto, mas o Renato Russo era bissexual, certo? E não homossexual. Não à toa ele tem um filho biológico

Responder

    morenasol em 23/05/2013 - 23h02 comentou:

    o filho do renato é adotivo

    Ana em 24/05/2013 - 00h42 comentou:

    O filho dele é adotivo, mas a homossexualidade dele no início não era assumida.

    Priscila em 01/07/2013 - 13h16 comentou:

    O filho não é adotivo,é filho de Rafaela Bueno com Renato Russo. E ele era bissexual,a Ana existiu de verdade. Vcs acham que ele fez Eu sei para um homem e Meninos e Meninas para vender?

    Ricardo em 02/12/2013 - 23h38 comentou:

    Conheci um amigo próximo da família de Renato. Ele disse que o filho é adotivo, mas eles nunca foram atrás disso. Cuidam como biológico. Mas sim, ele teve relacionamento com mulheres, mas a maioria dos homossexuais, foi apenas uma experiência.
    Bissexual é aquele que curte homens e mulheres. Renato só curtia homens. Os poucos relacionamentos heterossexuais que teve, foram apenas num momento de dúvida.
    Mas bobagem, ele era um gênio e faz muita falta,

Hassum em 23/05/2013 - 22h58 comentou:

Quando ele morrer, vão fazer um filme de Ney Matogrosso, fingir que ele era gay só nas apresentações e fazer ele terminar casado com uma mulher.

Responder

    Michelle em 24/05/2013 - 00h39 comentou:

    Hassum,

    E qdo fizerem a cinebiografia do Ney Matogrosso vão excluir o Cazuza da mesma forma que fizeram com o Ney no filme do Cazuza.

Fernando em 23/05/2013 - 23h01 comentou:

Agora, imaginem um filme sobre o Lobão, que é da mesma época. Que fase dele teria mais destaque: o jovem doidão, o coroa reaça, ou um perfil adequado pra novela das 9?

Responder

    LeoContesini em 24/05/2013 - 21h32 comentou:

    Sem contar que ele não aparece nem em pensamento no filme do Cazuza.

roalcantara em 23/05/2013 - 23h13 comentou:

Olá, tudo bom Cynara?

Achei que seria interessante comentar que eu tive uma impressão diferente da sua.

É verdade que não apareceu nenhum beijo com homem.

E é uma mancada absurda terem criado uma amiga fictícia (eu não sabia, fiquei sabendo lendo o seu texto – e fiquei triste pq gostei muito dela! haha).

Mas eu tive a impressão clara a todo momento de que ele era gay desde a primeira cena.

[ATENÇÃO SPOILER]

Além disso, o filme até mostra o caso da paixão dele pelo colega da banda que dá errada e tals.. Também sugere um namoro com um rapaz (depois do show solo dele). E realmente, foi muita mancada ficar só na "sugestão", isso é verdade!

[FIM DO SPOILER]

Aliás, para ser sincero, eu achei até que o filme mostrava mais o lado gay dele do que eu lembrava nas minhas memórias. Mas é claro que a minha lembrança pode estar enganada! =

Enfim, só estou querendo dizer que, lendo o seu texto, a impressão que dá é que o filme esconde quase 90% a homosexuaIidade do Renato – o que eu, respeitosamente, discordo.

Mas concordo 100% que ter suavizado essa característica dele, não ter mostrado beijo com homens, e ter tornado "socialmente aceitável" a ponto de desrespeitar a história do artista é, realmente, é um absurdo sem tamanho..

Fora isso, é um ótimo texto!

Parabéns pelo Blog!

Namasté!

Responder

John em 24/05/2013 - 01h21 comentou:

http://www.youtube.com/watch?v=EwCo8bc-A20

Responder

daniel barbosa em 24/05/2013 - 02h05 comentou:

Desculpe dizer mais Renato Russo era tudo menos "felizmente gay". Se ele fisse as letras seriam felizes não? Ele era complexado com isso, e não era assumido na época do aborto elétrico.

Responder

    Michelle em 25/05/2013 - 16h45 comentou:

    E o quê que uma coisa tem a ver com a outra? Renato Russo poderia não ser a mais feliz das criaturas, mas isso não era relacionado ao fato de ele ser homossexual. Se assim fosse, ele não iria assumir a homossexualidade por nada nesse mundo.

    Pelas letras – tanto das músicas do Legião qto as da carreira solo – Renato era melancólico, mto sensível, romântico em excesso, sarcástico, irônico, revoltado com algumas coisas, às vezes era contraditório, mas ele não era recalcado e mto menos complexado com a orientação sexual dele. Tanto que em uma das músicas do Legião ele fala abertamente que gosta de meninos e meninas.

    Christiane Mª em 29/05/2013 - 00h27 comentou:

    Concordo com o Daniel Barbosa: na década de oitenta assumir a homossexualidade era mais difícil, mesmo para artistas e famosos. Se for por este viés, o filme está coerente. Havia muita insinuação, mas nenhuma afirmação/confirmação. O que me incomoda é essa obrigação de evidenciar, de escancarar algo tão íntimo como a sexualidade.Sou da geração que ouvia Legião, Barão, sabíamos das opções, não falávamos contra nem a favor. Simplesmente focávamos na arte, assim como adorava (e ainda adoro) Ângela Ro Ro, Cássia Eller. Sim, Não as ouço por serem lésbicas e nem deixaria de ouví-las pelo mesmo motivo. Amo o Ney Matogrosso de paixão, mas com ele ele transa, isso diz respeito só a ele a quem o interessar!Achei que o texto da Cynara, que é ótima jornalista, caminhou para este lado, de ver tão somente a vida sexual do sujeito. As nossas vidas, as deles, a obra deles não se resumem a isso. E digo mais: independe de ser gay, lésbica, bi, trans, whatever, somos humanos, sofremos por amor, nos alegramos, amamos e queremos ser amados.Não gosto dessas separações. Digo que tenho amigos. Não digo que tenho amigos gays, amigas lésbicas, amigos negros, amigas índias…tenho amigos e amigas.

    Luciana em 07/12/2013 - 18h30 comentou:

    Se a sexualidade dele não era pra ser mostrada, afinal era algo "íntimo", por que mostraram a transa dele com uma mulher, no filme?

Lau Bark em 24/05/2013 - 02h16 comentou:

O Filme do Cazuza é chato, o do Renato é muito bom. Queriam o que? sexo explicito? Que neura. A intenção é mostrar o artista, não uma trajetória de opção sexual. Neura!
A historia do inicio do rock dos anos 80 é o que mais conta.
A estrada inicial de Renato, sua angustias… Eh rock o que pesa, não opção sexual!

Responder

    Michelle em 25/05/2013 - 16h48 comentou:

    Mas esse não era o objetivo principal do filme. Só que ser homossexual fazia parte da vida e da identidade do Renato Russo. E era da mesma forma com o Cazuza.

    Cortar um aspecto da vida – seja ele qual for – de uma personalidade num filme que deveria ser uma biografia sobre essa personalidade pq pode chocar algumas pessoas ou por questões mercadológicas ou por motivos de idealização ou endeusamento dessa personalidade é de uma desonestidade homérica.

    Isso é pecar por omissão – ou no pior dos cenários – por mentira msm.

ana w. em 24/05/2013 - 02h21 comentou:

acho que o cazuza iria achar este texto um saco

Responder

    Isabella em 29/05/2013 - 15h57 comentou:

    Concordo.

    Marina em 29/10/2013 - 07h50 comentou:

    Concordo com vc's 2 totalmente, tanto cazuza quanto renato gostariam sim de fazer filme e como todos estão cansados de saber, filme é ficção tambem, sejamos menos radicais com a produção, a propria familia queria mais respeito com a intimidade dos 2 ok, a obra musical é o que mais interessa nos 2, por isso são geniais ok?

raul franco em 24/05/2013 - 02h36 comentou:

Olha, já muito as pessoas dizerem isso: que o filme sobre Renato Russo "inventaram" uma amiga e que o lado homossexual foi desprezado, etc e tal. primeiro, não acho o filme ruim. Fiquei bem mais decepcionado quando vi o filme do Cazuza. Acho que o que o diretor se propôs a falar no filme Somos Tão Jovens, ele conseguiu. O que me deixou pasmo foi a preparação do elenco que é desnivelada. E tem atores bem ruins. E quando falam que o Renato sempre foi gay, etc e tal, desconhecem um ponto da vida do Renato. Primeiro: ele sempre teve dificuldades ao seu assumir gay, principalmente pelo tipo de criação que teve. Tem entrevistas dele que ele fala sobre isso. Ele só levantou essa bandeira quando foi resolver essa questão gay de uma vez por todas ao fazer uma viagem aos EUA. E o lance da amiga não é algo completamente inventado. Simplesmente mesclaram algumas amigas de Renato em uma. O que é uma licença poética. Renato namorou sim garotas, incluindo a atriz Denise Bandeira, que se confessava apaixonada por ele. Mas querem o Renato que levantou bandeiras em um momento da sua vida. O Renato "The Stonewall Celebration Concert". Como se não houvesse outro lado. Sinceramente, isso pra mim, não foi algo que considerei gritante no filme, até porque li muito sobre o Renato e a Legião Urbana.

Responder

Leonardo em 24/05/2013 - 03h36 comentou:

Cynara, não vimos o mesmo filme. "ESquerdista" e não de "esquerda", você procura cabelo em ovo… E ACHA! o que é pior!

Vc queria cenas tórridas de sexo homo???? Aluga DVD nas prateleiras pornô!
Renato baixa no Flávio e toma toco. Depois, arruma um carinha de Taguatinga que inspira FAroese Caboclo. Faltou o beijo gay? Ah, faltou, mas é muito mais do que o descrito pela "esquerdista" Cynara.

Seja de "esquerda", ao invés de "esquerdista", e aproxime-se da realidade.

Beijo,
Leonardo

Responder

    Michelle em 25/05/2013 - 16h50 comentou:

    Parabéns pelo ad hominem, pela chantagenzinha emocional barata e pela teoria da conspiração "esquerdista". #sarcasmo

    Luciana em 07/12/2013 - 18h36 comentou:

    Por que uma cena de transa homo sempre tem que ser comparada com pornografia? A autora, com razão, sente falta de cenas em que a homossexualidade de Renato e Cazuza ficasse explícita, e não que a cena de sexo fosse explícita.

joseli em 24/05/2013 - 04h01 comentou:

Cheguei até aqui através de uma página no facebook e curti muito. Sobre o filme do Renato eu ainda não vi. Mas o do Cazuza eu senti que não foi tão fiel a vida dele, ficou faltando algo.

Responder

Luiz Reis em 24/05/2013 - 05h04 comentou:

Bem, Baianinha Arretada. Gostei muito do texto, depois de ler alguns comentários, achei q foste muito radical, feito torcedora de futebol, ou algo do gênero; vi apenas, e quase inteiro, o do Cazuza; parei meio no final, bossal e mentiroso ao extremo- levantaste bem a questão, onde está o Ney; o somos tão jovens achque só verei se tiver na net para baixar de graça…;
Congrats pela paixão no ritmo do texto, mas, como dissse alguém acima; seja de esquerda, e não esquerdista;
Beijos…;)
*Baianinha msmo, mineiro, penso, jamais poria tamanha paixão assim num texto.

Responder

Fabio Lopes em 24/05/2013 - 05h43 comentou:

Discordo em quase todos os aspectos do seu artigo, exceção apenas à estética: Escreves bem… mas escorrega na análise do filme. Explico. Primeiro, falo tão-somente do "Somos Tão Jovens", pois não tenho material sobre o Cazuza, suficiente para afirmar quão próximo a obra chega da realidade. No caso do Renato, Legião, Aborto e tchurma de Brasília – estes possuo elementos diversos, além da própria vivência, para afirmar que, com relação à sexualidade do Renato – o filme está fundamentado em suas inúmeras declarações públicas, bem como em suas biografias e de alguns amigos. O amor platônico pelo Flávio Lemos gerou Love Song One – e a proposta do filme é apresentar a pessoa Renato, não a mítica caricatura comprada por muitos. Uma frase – dita no show de Porto Alegre na turnê do "As Quatro Estações", resume bem essa questão "sexual-afetiva": "Eu amo quem eu quiser!"
Nesse sentido, e contextualizado no período apresentado na obra cinematográfica, um garoto/adolescente, embora o mais velho da turma, durante o início da abertura política e de direitos do país, sediado em Brasília, dificilmente teria a liberdade que hoje gozamos de pontuarmos nossos afetos por quem quer que seja de forma aberta ou escancarada pelo álcool, parceiro desde de cedo do guri Manfredini. E fundamentado no "No Future" e "Do it Yourself" tão bem vivenciado pelo querido trovador, que tanto adorava filmes de Pasolini e Buñuel, afirmo PARABÉNS ao diretor e produção que foram lá e FIZERAM! E, se para alguns, a história ficou pelo avesso, ainda existem tantas outras para contar!

Responder

Fábio Duttra em 24/05/2013 - 10h42 comentou:

Primeiro não é opção, é orientação sexual.

Segundo, todo o artista tem ao menos um lado autobiográfico em sua obra, com Renato não é diferente. Logo, se é proposto um filme sobre sua vida, se propõe que nesse filme trate-se de sua conhecida homossexualidade, mesmo que conflituosa.

Com Cazuza é a mesma coisa. Quem defende esse tipo de máscara se encaixou perfeitamente no público que o texto cita, o de pessoas que ficaram aliviadas com a imagem comercial de Renato, ou seja, com a imagem de uma leve bissexualidade, que "não tem necessidade" de ser explorada. pff

Responder

Asclê Junior em 24/05/2013 - 12h38 comentou:

Cynara, o cinema brasileiro, como o teatro, hoje vive preponderantemente de comédias (no caso do cinema, comédias americanizadas).

Sobre o filme do Renato Russo, quem estava em Brasília na época conheceu tudo aquilo ali, inclusive os monumentos, sabiam da orientação sexual do Renato Russo (suas piadinhas do filme pareciam as "anedotas" do Chico Xavier em seu filme).

O cara era punk… em sua vida pessoal. Cheirava muito (ninguém me contou: eu já vi), era extremamente deprimido (o Renato Rocha, "Negrete", não mostrado no filme, entrou pra banda justamente porque o Russo não podia tocar baixo em virtude da sua tentativa de suicídio, quando cortou os pulsos). Em um episódio, após fazer dois shows épicos no Teatro Nacional de Brasília, estava na casa dos pais e desceu para tocar violão, ao sabermos fomos lá (o cara era ídolo de todos nós, nosso Jim Morisson tropical), chegando lá (e já havia bastante gente), ele esculachou a todos e saiu gritando que não tinha privacidade, corroborando com o teu post.

Seu namorado morava na Asa Sul, perto de sua casa (meu amigo de infância). O Renato Russo fazia poesias pra ele (tive a oportunidade de ler um acróstico com o nome do namorado) e dava muitos presentes.

Beleza, eu sei que algumas cenas mais agudas chocam, principalmente para nós que somos hetero, mas o que conta é a honestidade e compromisso do filme com a verdade histórica, com a tentativa de se construir o roteiro, pelo menos, de acordo com as partes biográficas fundamentais, justamente a tônica de sua crítica. Quando assisti "Madame Satã", do Karim Aïnouz (http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Sat%C3%A3_%28filme%29), saí do filme com a certeza que assisti um filme honesto, principalmente pelo fato de meu pai e tios terem frequentado a Lapa entre os anos 30 e 50 e relatado os feitos de seu principal personagem. Não é à toa que o filme foi premiado e não teve toda essa propaganda, apesar de se tratar de um personagem que muitos desejam que seja esquecido (como o "Pasquim" de 1976 tentou mostrar!).

Realmente, o Daniel Martino tem enorme razão: a GloboFilmes tem uma cartilha e filme com situações que eles julgam pouco ortodoxas não são veiculadas, mesmo que sejam biográficas.

Não duvido, enfim, se a GloboFilmes fizer um filme biográfico da Rogéria, não vai mostrar sua homossexualismo (personagem muitíssimo interessante para um filme, ressalte-se).

P.S.: Preferi o filme do Cazuza.

Responder

Renato em 24/05/2013 - 13h33 comentou:

Pelos motivos expostos, agradeço intensamente por não haver um filme contando a história do Tim Maia. Iriam suavizaram a história ao extremo, fazendo com que o bruto Tim se tornasse algum personagem do Zorra Total.

Responder

Ana em 24/05/2013 - 14h24 comentou:

Ah não sei não. Até porque no filme (do Renato , o do Cazuza não lembro direito) não aparece ele fazendo sexo, apenas dá a entender, assim como dá a entender ele ficando com um cara e mostra ele flertando com outro. Acho que cenas de sexo e/ou mesmo beijo seria desnecessaria , ja que dá muito bem pra saber o que acontece posterior e anteriormente algumas cenas. Se tivessem omitido o fato de ser gay eu concordaria, mas não o fizeram. Acho que o ponto principal não é a sexualidade dos dois e sim as idéias, loucuras e problemas emocionais, caso contrario viraria um filme pornô ou um outro filme qualquer nacional, que adora frisar em coisas do tipo.

Responder

ted tarantula em 24/05/2013 - 14h41 comentou:

esse país é o campeão de muita coisa ruim…hipocrisia então deve ser monopólio.
obrigados a ver filme dublado na TV paga, por conta da ascensão de novos consumidores que não podem ler legendas..eles continuam traduzindo "son of a bitch" por filho da……
e outras coisas do tipo…HL Mencken, o grande critico de costumes da sociedade americana diz em um de seus artigos que segundo avaliação do exercito americano, 50% da população la deles tem uma idade mental media de 12 anos..imagina que maravilha de povo maduro comparado com isso aqui???!!!!

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Benhur em 24/05/2013 - 15h00 comentou:

Resido em Brasilia desde inicio da decada de 80. Vivi o que está relatado no filme "Somos tão jovens". Concordo com o texto em parte. Acho que o filme ficou a dever sim. Algo meio Malhação. Quanto à amizade com a imaginária Ana, houveram várias amigas, inclusive uma que realmente era filha de diplomata e como era comum na época "dava umas carteiradas" para se livrar da truculência dos ocupantes da "Veraneio Vascaína". Agora, uma com todas aquelas características não me lembro mesmo. Ainda estou esperando um filme que conte a história do Renato e do melhor grupo que este país já teve. Pena o desperdício do ator que interpretou o Renato. Muito semelhante e bom ator. Valeu o esforço até em imitar o jeito peculiar de dançar. Este foi o grande e talvez único ponto positivo do filme.

Responder

Victor em 24/05/2013 - 16h02 comentou:

Eu n vi nem vou ver esses filmes pq eu n sou retardado…maaas é normal amenizar o protagonista pois ele tem q se relacionar com a audiencia e seguir o ethos…Isso é mais facil ainda de ver em filmes onde o protagonista é um fora da lei. Embora ele cometa crimes os crimes dele vão sempre ser justificaveis dentro do ethos. E mesmo q o filme seja sobre um personagem real "prenda-me se for capaz" é uma visão romatizada.

Responder

Michel D M em 24/05/2013 - 19h20 comentou:

Mas é documentário? Se é ficção, então não faz sentido haver mordaça criativa, ainda que seja uma que pretenda defender causas que me são caras.

Responder

guimagui em 24/05/2013 - 21h14 comentou:

Que besteira esse artigo. Os caras se tornaram notáveis por seu trabalho e não por sua condição sexual. Particularmente, eu prefiro ver os filmes sem cenas homossexuais, acho nojento. Não queira forçar uma aceitação de algo que não é natural. Natural é pinto na xana, ou seja, "nunca serão".

Responder

    Bruno em 25/05/2013 - 13h26 comentou:

    Particularmente, eu prefiro ver filmes sem cenas heterossexuais, acho nojento. Não queira forçar uma aceitação de algo que não é natural (pelo menos NÃO A MIM). Natural (para mim) é pinto no cu…

Gustavo Garcez em 24/05/2013 - 23h21 comentou:

Eu concordo com que houve uma edulcoração dessas cinebiografias. Mas eles eram bisexuais, tanto que o Cazuza engravidou uma namorada e o o Renato tem um filho e cantava "Uma menina me ensinou quase tudo o que eu sei" .

Responder

    Alinny Vilela em 11/04/2014 - 03h43 comentou:

    Que fim levou esse filho do cazuza???

Ricardo em 25/05/2013 - 02h48 comentou:

Sou de Brasília conheci o Renato, achei o filme água com açúcar em relação ao que o Renato pregava e fazia, o fim do aborto elétrico é contado de maneira errada, o que consta na história, é que foi depois de uma viagem ao Rio de Janeiro do trio, onde o Renato tentou pegar o Flavio que a banda terminou, o Flavio e o Fê Lemos poderiam dar a versão deles seria muito bom Vc entrevista-los.

Responder

    Leonardo em 09/06/2013 - 14h54 comentou:

    Já está publicado um livro com as entrevistas que levaram ao filme. Estou curioso.

Felipe em 25/05/2013 - 11h53 comentou:

Mas a sexualidade do indivíduo não deve sempre ficar em segundo plano ? Não é por isso que batalham os que pedem direito de igualdade ? Já ouvi de um integrante da militancia das igualdades sexuais, sociais e interplanetárias: "Minha vida privada não interessa a ninguém".

Se tivessem maximizado também iriam criticar, diriam que esteriotiparam o cantor e que ele foi muito maior do que sua condição/preferência sexual.

Responder

Rui em 26/05/2013 - 01h06 comentou:

Não creio que ser bissexual seja apenas transar com homens e mulheres. Um heterossexual pode ter experiências com um cara e não terá se tornado homossexual ao fim disso. Acho que é mais um lance de como a pessoal se vê no mundo. Gerar filho, qualquer gera. Até com violência pode-se gerar alguém. Heteros geram milhões por anos e abandonam muitos deles pelo mundo. Alguns homos os adotam.
Mas bem, acho que o Renato Russo, ainda que praticasse sexo com uma mulher oito vezes ao dia por toda a sua vida, seria gay. Era assim que ele se via em sua relação com o mundo. Prova maior disso foi o disco Stonewall Celebration. Ele cantou mensagens políticas e poéticas das lutas dos gays americanos, levante de Stonewall, e, por conseguinte, suas e dos homos de seu país. Acho um pouco tolo, desculpem-me a franqueza, esse tom indignado de uma postagem defendendo uma bissexualidade que, de fato, parece fazer mais bem ao comentarista do que poderia ter feito ao próprio Renato Russo. Ser gay no Brasil é ruço. além do mais, penso que ele mesmo ficaria fulo da vida com quem faz tais afirmações.Se ouvisse ou lesse tais afirmações querendo determinar o que ele foi ou deixou de ser, acho que explodiria de raiva.

Responder

Adriano Oliveira em 26/05/2013 - 15h21 comentou:

Eu também me pergunto por que retratar de uma maneira tão eufemista figuras que viveram intensamente suas vidas, eu vi o filme do Cazuza e sinceramente achei muito fraco, tem muito pouco a ver com o que eu li sobre ele. Mas quando o assunto é polêmico (em especial homossexualismo) quase sempre é tratado de uma maneira pueril. Mas, melhor ser ortodoxo e encher o bolso que retratar a realidade dos fatos.

Responder

Senhor_Rodrigo em 26/05/2013 - 19h30 comentou:

Assisti ao filme na quinta feira passada, e saí do cinema com um misto de satisfação e frustração.

Satisfação por ter visto o Renato Russo cantando no Aborto Elétrico; ter visto ele trocando uma ideia com o Hebert Vianna; ter visto ele sendo vaiado e aplaudido na mesma apresentação como trovador solitário. O Plebe Rude, o Capital… eu cresci ouvindo esses caras, e tenho uma forte relação afetiva com essas músicas, e isso fez com que o filme valesse pra mim. Me atendeu enquanto fã.

Frustração com um filme que foi uma oportunidade perdida. Eles perderam a chance de explorar o tema da sexualidade, fazendo um filme careta. Perderam a chance de mostrar a percepção da ditadura, fazendo um filme apolítico. Renato Russo é mostrado como um jovem gênio confuso e um tanto rebelde-sem causa. O filme é fraco, superficial, e banaliza um movimento que marcou gerações.

Responder

Jim em 27/05/2013 - 04h46 comentou:

Fala sério Cynara: sua tese inicial é fraca e forçada, me perdoe.
Vc afirma que houve uma tentativa de se amenizar a homossexualidade de Renato. Como se isso fosse um plano homofóbico, ou mercadológico, porque pra vc a orientação sexual dele deve o verdadeiro fator determinante na formação artística, cultural e sentimental dele e portanto retrata-lo sem isso seria uma falha inadmissível. Menos por favor…
Pode ter sido importante, mas não determinante. Muitas outras facetas existem no ser humano que também ficaram de fora, e isso não foi nenhum plano diabólico, e dessas vc não reclama. Acho difícil quando tentam colocar tudo sob o prisma da opção ou orientação sexual, muitas vezes fazendo parecer que não existem talentos heterossexuais, pois sempre tentam taxar de alguma forma sob estes critérios. Não dá pra ser simplesmente um poeta? um gênio, ou um artísta ou um sensível? Tem muito mesmo que ser gay? Esta discussão é longa e chata….
Sabemos que Renato era, mas publicamente só foi assumir muito mais adiante da fase retratada no filme.
Pergunte para os integrantes de Legião o que acham disso. Disseram nas coletivas do lançamento. Não tem essa não, em pleno começo dos anos 80 um garoto ser visto beijando outro, não tinha como, pode ter certeza. Assumir um relacionamento assim era coisa que não rolava. Os prórprios integrantes de Legião afirmam que não Renato podia ser esquisito, mas não dava pra saber ao certo suas opções. Só mais adiante.

Mas se vc se dar ao trabalho de rever o filme sem afetação, vai perceber que são nada menos do que 12 cenas do filme onde a homossexualidade dele é retratada. Vão desde as tentativas de aproximação do Flávio até as conversas e confissões com Aninha e sua mãe. E depois tem as cenas dele com o Carlinhos, com trocas de carinho explícitas. Se vc acha que um beijo a mais ia realmente revelar por fim a homossexualidade dele, então vc queria era luxuria, tesão, tensão, e não uma representação da homossexualidade, pois esta está lá na tela sim. Pra bom entendedor meia palavra basta. No filme vemos sim um Renato gay. E muito. Com todos os conflitos derivados disso. Teve coragem de ir na casa de Flávio e mandar pela janela "quero dormir hoje com vc!". Quer mais que isso?

Vc segue afirmando que ele não era mesmo bissexual. Fala sério…Vc perde a credibilidade e sua argumentação deste jeito. Renato teve sim namoradas, são conhecidas, nomes relatados em sua biografia e em outros lugares, e teve inclusive um filho. Escreveu letra onde diz "meninos e meninas". Se isso tudo não é prova de bissexualidade, não sei mais o que seria.
De novo: me parece "forçação de barra" querer que o mundo seja visto por este prisma da sexualidade. Homo.

Mas vou concordar com vc: as biografias apresentam personagens ou aquém ou além de seus reais representados, e isso não é de hoje. E posso concordar que as versões destes aqui estejam mais caretas que os originais eram. Não vou contestar isso. Mas acho que existem aspectos mais importantes que poderiam ser contestados por vc e por outros e que agregariam mais ao debate em torno no mito, sei lá, como por exemplo se as referencias musicais que o filme apresenta são compatíveis ou suficientes para construir sua formação musical, ou seu o seu nível de informação política era acima do normal para sua idade ou época e se o filme revela isso, ou que tipo de poesia ele lia que poderia ter alimentado a sua própria linha de expressão, se faltou isso no filme e tal, etc…
Isso parece ser menor e menos interessante pra vc. O que importa mesmo é se ele era menos ou mais gay do que o que foi representado. Oras…

Por fim: existem outras decisões muito mais graves que afetam as obras as quais os diretores e produtores são obrigados a superar quando estão moldando seu filme, seja no roteiro, seja na filmagem, seja na montagem, e seja no lançamento. São forças grandes que vc precisa lidar e muito bem para que vc consiga manter seu projeto com um mínimo das suas premissas originais, mantendo o foco no que é de mais importante para vc. Inevitavelmente vc perde algumas batalhas, mas a guerra é vencida com o filme na tela. Se ao fim algumas pessoas conseguem simplesmente se emocionar, tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Bons filmes pra vc.

PD- concordo com o Fabio Lopes ali de cima. Falou e disse. ab

Responder

Zandra em 29/05/2013 - 02h49 comentou:

Até onde eu sei e pesquisei Cazuza se relatava sim como bissexual nas entrevistas que concedia.Acho que ambos não estavam muito ligados nas nomenclaturas clichês de sexualidade.Concordo com você que parece que um dos lados da moeda está sendo manipulado pra cair mais,mas ao assistir uma biografia cinematográfica grande lado do real vai ser abstraído,ou pela arte ou pelo sensacionalismo,tanto faz.O diretor faz essa escolha ou se submete a escolha de outrem,o que acontece,e é aí que reside o problema!

Responder

Isabella em 29/05/2013 - 15h56 comentou:

Contesto.
Com relação ao Cazuza, não concordo com a sua colocação.
Já acompanho a carreira dele faz muito tempo, por isso, posso dizer que em várias entrevistas que ele deu ele afirmou que ficava com homens porque naquela época era moda ser "bissexual", como o seu ídolo David Bowie.
Em nenhum momento de sua vida ele disse que ser"homossexual".
O fato ddo Cazuza ter adquirido a aids não tem relação alguma com a homossexualidade. O próprio cantor disse em entrevista que ele fazia sexo em grupo, e ,as vezes, eram mais de 20 pessoas transando.

Acho que está querendo polemizar demais um tema sem ter um conhecimento concreto sobre o que está falando.

Responder

thi em 29/05/2013 - 16h15 comentou:

puxa cy… saudades do tempo de convivencia … do quando da materia sobre filhos ateus… beijos grandes daqui de zurich…
thi

Responder

Débora em 29/05/2013 - 20h48 comentou:

Nossa, gostei muito do post!! Vai direto ao ponto! Por acaso vc já viu o filme Elena? O filme me causou muitas questões, fiquei curiosa pra saber o que vc acha…
Segue o trailler: http://migre.me/eMKwW

Responder

milton em 02/06/2013 - 01h43 comentou:

Lembro que eu "descobri" que o Renato era gay [eu era jovem e bobinho, enfim…] numa entrevista pro Elia Jr de madrugada na Band [era um projeto do Luciano do Valle chamado Valle Tudo]. Num horário quase clandestino, então as coisas não mudaram tanto assim.

Levei um tempo digerindo a informação de que "Vento no Litoral" tinha sido feito pra outro rapaz. Mas é justamente esse tipo de exposição, sobretudo de um ídolo como ele, que quebra o preconceito em pessoas como eu que só conheciam gays por estereótipos e piadas.

É uma pena esse tipo de situação em pleno 2013 e mostra o quanto ainda temos a avançar.

Responder

Thiago Coutinho em 12/06/2013 - 21h56 comentou:

Algumas coisas que não CONCORDO!

A homossexualidade assumida de Renato, assim como a de Cazuza, é transformada em uma bissexualidade que não houve em nenhum dos casos. ( E o Giuliano Manfredini Surgiu Como? )

Renato brigou do palco com um estádio inteiro, o Mané Garrincha, em 1988. (Certo, Explicado o porque?! Fãs Jogavam BOMBAS no palco neste evento , Isso é manifestação de admiração? )

Pai do cantor, João Araújo, veio a público criticar os cortes nas cenas de sexo. ”Quiseram ter muito cuidado com o lado homossexual de Cazuza. No que começaram a tomar cuidado demais, para não transparecer e para não virar filme proibido para menores, afastaram-se bastante da realidade” ( Ele diz isso HOJE, E ONTEM O QUE ELE FEZ? FEZ COISAS QUE O FILME TAMBÉM NÃO MOSTROU )

Todo mundo que conviveu com Renato em Brasília sabe que ele era muito menos comportado (para dizer o mínimo) do que o garoto sensível e “família” retratado no filme ( Não vi sensibilidade alguma , há não ser com Carmem Manfredini , a sua Irmã , que todos sabemos da sua União )

Como aconteceu com o filme de Cazuza, a questão gay se transforma em algo lateral na vida de Renato e a história se centra em uma personagem feminina que nunca existiu, espécie de amiga-namorada do jovem compositor.( Existiu sim, Por sinal Inspiração para " Ainda é Cedo ", Já ví isso muito antes desse filme pensar em existir )

Renato não tinha nada do menino pueril que aparece no filme. E era gay. Não “mais ou menos gay”. Ponto. ( Tá, Vamos voltar ao Giuliano? Vejam a 1° Entrevista do Atual dono da Marca Legião Urbana no fantástico diz sobre o Pai )

Qual o problema em escancarar que eles tinham uma vida louca, sim, que experimentaram drogas, que bebiam e que eram felizmente gays, assumidos? ( Esses Atributos não fazem deles Grandes pessoas para o Brasil, e sim sua Musica, Como Gay, sei que se Assumir Gay não é Fácil , Renato foi Internado por Alcoolismo e Drogas, Cazuza Xingava a Própria Mãe por Drogas – E isso são Infelizmente atitudes que para mim não servem como exemplos )

Responder

Ronan em 29/06/2013 - 13h46 comentou:

Se Renato Russo não fosse bi-sexual não teria escrito "eu gosto de MENINOS e MENINAS" e não teria tido um filho. Não foi o cinema que retratou mal o Renato, você é quem quer vê-lo como uma bixinha louca.

Responder

Chico Mazza em 31/07/2013 - 14h07 comentou:

Muito interessante. Renato Russo e Cazuza são muito bons!
Serviram de grande inspiração para minhas músicas.
Valeu por disponibilizar essse conteúdo!
Abraço!
Chico Mazza

Responder

Maiza em 09/09/2013 - 12h26 comentou:

Olha, o Cazuza não era gay! Ele mesmo afirmava isso em entrevistas, pra ele não tinha essa, namorou homens e mulheres! Chegou a namorar e viver junto com a irmã da Regina Casé, com 17 anos engravidou uma namorada e pagou pra ela abortar… Enfim, teve muitos casos com mulheres e o Frejat nunca disse isso aí! Agora, o Renato sim era gay e gostava de deixar isso bem claro, mas também tinha lá seus casos com mulheres, tanto que chegou a ter um filho, ao contrário do que muitos pensam, não é adotivo!

Responder

Lídia Maria em 11/09/2013 - 02h03 comentou:

Oi, Cynara, td bem? Levei o seu texto pra sala de aula…. estávamos estudando "carta do leitor" enquanto gênero textual, segue abaixo duas cartas sobre o artigo pra vc apreciar, meus alunos estão eufóricos.
Um abraço,
Lídia

Responder

Lídia Maria em 11/09/2013 - 02h06 comentou:

Cara Cynara

Em seu texto foi abordado um assunto que além de muito importante também é muito polêmico.
Dois ídolos, duas homossexualidade assumidas! duas cinebiografias, e duas tentativas de amenizar e apresentar a juventude atual Renato Russo e Cazuza de forma mais palatável e normal, que acabou saindo da realidade encontrada nos dois casos.
Pra mim os produtores e editores forma extremamente incapazes de mostrar o que realmente aconteceu na vida desses ídolos sem modificar a historia de ambos.

Julia Neres, SESI 005 – Limeira/SP

Responder

Lídia Maria em 11/09/2013 - 02h07 comentou:

Olá, tudo bom Cynara?
Achei muito interessante a proposta do texto, mas acho importante comentar que eu tive uma impressão diferente da sua.
É certo que existem algumas cenas mais pesadas, principalmente para nós que somos heteros, mas o que conta é a honestidade e compromisso do filme, com a tentativa de se construir o roteiro, pelo menos de acordo com as partes biográficas fundamentais.
Apesar de tudo, concordo com você sobre o fato de terem errado ao colocarem uma personagem fictícia apenas para que o filme se torne mais palatável aos olhos das outras pessoas.
Também concordo que a desculpa da faixa etária de idade é uma coisa que não podemos engolir, pois suas vidas radicais eram o verdadeiro motivo de sua fama, claro, além dos seus enormes talentos.
De qualquer forma, é um ótimo texto!
Gustavo Bernardino da Silva, 13.

Responder

Lídia Maria em 11/09/2013 - 02h09 comentou:

Cara Cynara,
Tem mais 10 cartas pra postar, existe uma maneira mais fácil do que postar uma a uma????
Um abraço,
Lídia Maria

Responder

    morenasol em 11/09/2013 - 02h33 comentou:

    querida lídia, obrigada pelas postagens, adorei! infelizmente acho que você terá que postar uma a uma, mesmo… ; )
    diga pros seus alunos que lerei tudo com o maior carinho.
    beijo e obrigada!

    Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h47 comentou:

    Vamos lá, então… vou postar mais algumas, um abraço. Lídia

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h49 comentou:

Cara Cynara,

Ao ler seu artigo, pude perceber que de um lado, existiam produtores de cinema construindo cinebiografias de grandes poetas da música, do outro lado, você como crítica questionando a forma que foi mostrada a vida dos mesmos.
Achei interessante o fato de você não ter se calado diante de tamanha imprudência ao retratar da homossexualidade de Cazuza e Renato Russo. Para mim, o filme foi distorcendo a verdadeira história destes músicos, para que de certa forma, fosse fácil para o público “engolir” a escolha sexual de ambos e a vida louca que levavam.
O que era para ser uma cinebiografia relatando a história de Cazuza e Renato, se tornou um simples filme que poderia se considerar “Baseado em fatos reais”, por deixar de escancarar coisas que realmente aconteceram para fazer isso com informações inexistentes na vida deles.
Atenciosamente
Vivian Caroline
SESI – 005

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h50 comentou:

Cara Cynara,

O assunto do seu texto é realmente muito polêmico e interessante.
Concordo com você, pois o filme que mostra a vida de alguém famoso, que teve grande importância para a sociedade brasileira, deve abordar fatos que realmente aconteceram, já que quem não o conheceu e assistiu a esse filme foi apresentado a um Renato Russo que não existiu.
Se for para retratá-lo, que faça isso com honestidade e mostre para as pessoas quem ele realmente foi: alguém com coragem de assumir o que era (homossexual).

Obrigada pela atenção
Giovana V. Fabri
Limeira – SP

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h50 comentou:

Limeira, 27 de Agosto de 2013

Cara Cynara,

Em minha opinião, o assunto do seu texto sobre os dois maiores ídolos da música brasileira, Cazuza e Renato Russo, marcou os leitores de forma a abrir um espaço para reflexão do que vemos, lemos e ouvimos na mídia.
De fato, as biografias retratadas nos filmes não coincidem com a verdadeira vida dos poetas, incluíram personagens inexistentes e amenizaram as nuances de rebeldia deles.
Deixando assim, nas pessoas que não conheciam os cantores, mas assistiram aos filmes, uma falsa impressão de quem eles realmente foram.
Afinal, os autores desses filmes quiseram passar um imagem palatável da homossexualidade de Renato e Cazuza, em vez da biografia irreverente da essência da verdade nua e crua deles.
Desde já,
Agradeço.
Mariane G. Andrietta 7º ano –
SESI – 005

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h50 comentou:

Cara Cynara Menezes,

O texto que você escreveu aborda um assunto muito interessante, a qual eu sou a favor, pois os filmes que mostram a vida de Renato Russo e Cazuza não se propõe a falar fatos reais, ou seja, quem não sabe a verdadeira história de vida dos dois rapazes e assistiu ao filme, passa a enxergá-los com outros olhos.
Aqueles que retratam a vida de pessoas famosas devem comentar em seus filmes, livros ou textos fatos que realmente aconteceram, para que os leitores ou expectadores conheçam de fato quem é a pessoa retratada.

Muito obrigado pela atenção,
Mônica Cristina da S. Santiago
Limeira – SP

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h51 comentou:

Cara Cynara,

O assunto em que abordou em seu texto é realmente muito interessante e polêmico.
Concordo com você que as pessoas responsáveis pelos filmes devem abordar assuntos verdadeiros, pois quem não conhecia a vida dos ídolos, e assistiu ao filme, ficará com falsas informações sobre Renato e Cazuza.
O filme de Renato Russo, “como disse em seu texto”, mostra uma vida comportada, um “mocinho educado”.
Enquanto a verdadeira vida de Renato não era essa, e sim uma vida louca e um jovem rebelde.
Concluindo o filme mostra um personagem de ficção, ou seja, que nunca existiu.

Obrigada pela atenção,
Karina C. Rosa
Limeira – SP

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h51 comentou:

26/08/2013

Cara Cynara Menezes,

O seu artigo abordou fato interessante, porque eu no imaginava que diretores de filmes iriam mudar fatos da vida desses dois ótimos cantores da música brasileira.
Isso não pode ser feito porque acaba omitindo algumas partes que podem ser importantes. E além do mais, não adianta mudar coisas que aconteceram e utilizar como desculpa a idade em que a censura ia ter, porque afinal de contas, era isso que fazia as pessoas e seus fãs gostarem deles.

Gabriel Castilho Rodrigues, aluno do ensino fundamental,
Limeira – SP

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h51 comentou:

Cara escritora

Por traz de tudo isso que você articulou existe muitas coisas encobertas ainda. Sinceramente as pessoas que fizeram isso nos dois filmes maquiaram a vida e o desejo dos dois, e com isso faltou ética e dignidade das duas partes.
Cazuza e Renato cantaram sobre a vida, liberdade, etc e o que os dois queriam eram só ser respeitados pela sua escolha mas infelizmente não houve de acontecer. E isso mostra o que está acontecendo hoje no nosso mundo.
Renato Russo e Cazuza eram apenas cantores e poetas que marcavam as pessoas por onde passavam, mas nem por isso devemos endeusá-los. E se as pessoas decidem fazer um filme contando sobre a vida de quem quer que seja deve ser verdadeiro e realista ou apenas baseado em fatos reais, ou seja, uma ficção sobre a vida de uma pessoa.

Gabryelle Martins Marques
Limeira – SP
13 anos

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h52 comentou:

Cara Cynara Menezes,

De acordo com seu artigo o fato dos filmes de Renato e Cazuza não serem abordados os fatos reais de sua biografia. Não conheço muito sobre a obra dos dois ídolos e não assisti aos filmes mas já ouvi muitas críticas sobre estes filmes que nãos mostram a verdadeira história dos cantores. Sobre os filmes passados na TV aparece a faixa etária correspondente aos filmes pois hoje em dia qualquer um assiste um filme mesmo a faixa etária não correspondendo a sua idade.

Obrigada pela compreensão
Polyana

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h52 comentou:

Cara escritora

Gostei muito da sua reportagem falando sobre o filme de Renato Russo e Cazuza. Não tive a oportunidade de assisti-los, mas vi vários thrillers sobre.
Uma coisa que me chamou a atenção foi o depoimento do pai de Cazuza em seu texto, falando porque eles não mostraram a homossexualidade de seu filho, pois os autores do filme tomaram cuidado demais com certas cenas em questão da idade liberada para assisti-los. Sendo que os autores do filme de Renato falaram que o Somos Tão Jovens era para os fãs e a juventude de hoje. Mas acabaram colocando o filme para maiores de 16 anos, já que eles determinaram essa idade quem vai ser seu publico alvo?
Além de hoje qualquer um, tem acesso a qualquer coisa, em qualquer hora. Por isso eles tem que tomar muito cuidado com essa questão.
Júlia U. Abarca

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h53 comentou:

Renato e Cazuza

Querida Cynara Meneses gostei do seu artigo e sou completamente a favor de você pois no filme Renato era um garoto “família” e pessoas que conviveram com ele sabe de sua vida louca. E no filme fala que ele transava com mulheres mas ele estava convencido de ser gay, e no filme de Cazuza não revela o filme correto pois o final da história de Cazuza não aparece como namorado de Ney Matogrosso. Parceiro de Cazuza se estranhou de ver seu amigo com mulheres eu penso que se for fazer um filme de alguém só que com mudanças não se dá o título ou tema escrito Biografia se você mudou o biografado você dá o nome de baseado em fatos reais em suas vidas loucas Renato brigava com a plateia e Cazuza mostrava a bunda essas cenas foi cortadas do filme, porque queria survias os biografados de sua vida vida loca e breve.

Por:
[email protected]
Realizado: 26 de agosto de 2013
Limeira – SP

Responder

Lídia Maria em 12/09/2013 - 00h54 comentou:

Cara Cynara,
Postei todos, espero que vc goste…. os alunos foram muito carinhosos com o seu texto.
Um abraço,
Lídia

Responder

Bráz em 01/10/2013 - 06h14 comentou:

Olha, o que penso é que se ambos os filmes é para retratar a vida de dois homossexuais, por que não falar da homossexualidade deles. Era aberta e escancarada para quem quisesse ver. As produções foram para iludir os espectadores que não conheciam a verdade sobre esse ídolos maravilhosos.

Responder

Ademar amancio em 22/10/2013 - 10h05 comentou:

Gay feliz?me aponte um.

Responder

Paulo em 29/10/2013 - 07h45 comentou:

Ok Moça, tem razão em sua matéria, sou fã desses dois mitos do rock brasileiro e acredito nas matérias sobre o conselho dos familiares dos 2 que os produtores queriam simplesmente dar ênfase na obra musical do Renato Russo e do Cazuza, não importa a nenhum fã, absolutamente que eles transavam ou não com homens, importa sim, a musica, as suas letras! O próprio Renato Russo sentenciou numa entrevista gravada, 'O que fica é o disco', ou seja a obra! A mesma coisa vão fazer com o monstro sagrado da musica Freddie Mercury!

Responder

adriana em 13/02/2014 - 05h04 comentou:

Que babaquice….era um grande autor , excelente compositor.Renato Russo era grande.Mas era gay sim,viado,viciado, alcoolotra,ele e o GRANDE CAZUZA, exemplos de pessoas !!!!Admiro vocês, o país num enorme buraco,violência, descaso,falencia e retrocesso social e a preocupação é se ouve beijo e viadagem de menos nos filmes dos queridos e amados ídolos desse país.Eles representavam a decadência mesmo, drogas, alcool, rebeldia, e isso é lindo aos olhos de uns idiotas feito vcs.Eram gays sim, e pagaram por isso, Hiv tá ai,e veio e levou degradados filhos de Adão e Eva.A verdade é mesmo essa.Bandeira cor de rosa , os bonitinhos da história.Cazuza e Renato Russo como músicos , excelentes, mas a vida pessoal , francamente,não deve ser defendida por ninguém.

Responder

    Michelle em 14/02/2014 - 04h16 comentou:

    Isso td é recalque, querida? hehehe

adriana em 13/02/2014 - 05h08 comentou:

ainda o comentário deve ser aprovado pelos administradores do site.Palhaçada.Tudo é filtrado neste pais ,pra ficar tudo bonitinho, depois vem todos falar do filme.aplausos para liberdade falsa e corrompida.

Responder

    morenasol em 13/02/2014 - 22h09 comentou:

    os comentários são aprovados para evitar os trolls, gente agressiva que só sabe xingar o outro sem argumentar. tipo você. vou deixar seu comentário intolerante e homofóbico porque acho que é você quem tem razões para se envergonhar, mas da próxima já sabe ; )

Tainá Silveira em 20/02/2019 - 20h04 comentou:

Nem escrevendo e cantando “Meninos e Meninas”, as pessoas conseguem entender que Renato Russo era bi… Francamente, Brasil! Pq o B assusta tanto?!

Responder

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