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Feminismo

MC Reaça e Brilhante Ustra, os “arianos” do bolsonarismo: misóginos e sádicos

O homem "ideal" de Adolf Hitler era branco "puro", sem mestiçagem; o "ariano" do bolsonarismo é torturador e agressor de mulheres

Foto: divulgação
Cynara Menezes
03 de junho de 2019, 12h47

O líder nazista Adolf Hitler tinha um ideal masculino, o “ariano”: branco, heterossexual, sem mestiçagem alguma, germânico “puro” de raça. O bolsonarismo também possui seu “ariano”: o macho misógino e sádico que tem sua imagem e semelhança em duas figuras homenageadas pelo presidente da República, o coronel Brilhante Ustra e o MC Reaça.

Tales Volpi Fernandes, o MC Reaça, de 25 anos, se matou no fim de semana em Valinhos (SP) após uma tentativa de feminicídio contra a namorada que tinha fora do casamento e estaria grávida (um exame detectou posteriormente que não está). A moça está na UTI em Indaiatuba com edemas na face e no olho, além de fraturas no maxilar, e será submetida a cirurgia. A morte do “músico” foi lamentada pelo presidente nas redes sociais. Para Bolsonaro, o MC Reaça tinha “talento” e “o sonho de mudar o país”. Nem uma só palavra sobre a moça espancada.

Outras figuras do bolsonarismo, homens e mulheres, também homenagearam o “jovem maravilhoso”.

Em defesa dessa gente, é possível dizer que desconheciam detalhes da morte de MC Reaça quando se rasgaram em elogios. Isso se a fama do “compositor” junto às hostes bolsonaristas não tivesse vindo graças a uma letra extremamente misógina onde compara mulheres de esquerda e feministas a “cadelas” que comem “ração na tigela”.

Dou pra CUT pão com mortadela
E pras feministas, ração na tigela
As mina de direita, são as top mais bela
Enquanto as de esquerda tem mais pelo que cadela

Inegável que é este tipo de homem que o bolsonarismo admira. Afinal, o presidente tampouco pode negar que conhecia o passado do coronel Brilhante Ustra, militar sádico que se comprazia em torturar mulheres durante a ditadura militar e que Bolsonaro homenageou ao votar em favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Ustra é acusado de torturar mulheres grávidas (alguma semelhança com o MC Reaça?) e dar eletrochoques na vagina de esquerdistas presas.

O então deputado dedicou seu voto ao grande ídolo torturador de mulheres: “À memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”, disse.

Seu filho Eduardo inclusive já desfilou pela Câmara dos Deputados utilizando uma camiseta em homenagem ao coronel. Fica evidente que o torturador sádico é uma inspiração e modelo de masculinidade para toda a família. Logo, logo, eles aparecerão com camisetas do MC Reaça.

Foto: reprodução

Não à toa, os mesmos bolsonaristas que homenagearam o MC Reaça atacam constantemente a memória de uma mulher assassinada, Marielle Franco.

Nas redes sociais, o cotidiano dos bolsonaristas é zombar de Marielle, a quem já acusaram falsamente de estar ligada ao tráfico, ao mesmo tempo que defendem e homenageiam assassinos e torturadores de mulheres. O homem ideal do bolsonarismo, como Ustra e MC Reaça, é um feminicida em potencial com requintes de sadismo. Pronto a espancar e torturar mulheres que não se curvem a eles, como Dilma ou a namorada do MC agressor.

Depois dizem que é a esquerda que tem “bandido de estimação”.

 


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