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Por que homenagear Lenin é “elogiar genocida” e idolatrar Churchill não?

Uma "esquerda" que ataca a própria esquerda com argumentos falaciosos da direita é que municia a direita

Indianos famintos em 1943. Foto: reprodução
Cynara Menezes
23 de janeiro de 2020, 17h37

Uma semana depois de o secretário de Cultura do governo Jair Bolsonaro cair por simpatizar com o nazismo, dois jornalistas do site The Intercept Brasil resolveram se unir à extrema direita para acusar a esquerda de “defender ditadores e genocidas”. No artigo, publicado nesta quarta-feira, o alvo principal era a deputada federal do PSOL Taliria Petrone, que “ousou” homenagear no twitter o líder da revolução russa Vladimir Lenin pela passagem dos 96 anos de sua morte.

Outro criticado pela dupla do Intercept foi o historiador marxista pernambucano Jones Manoel, que, afirma o texto, “não corou em falar publicamente que matar pessoas em uma revolução ‘é uma contingência que acontece’. Fuzilar uma família aqui, matar outros tantos milhões de fome ali, torturar e assassinar indiscriminadamente e promover o terror entre os dissidentes. Assim mesmo. É normal, efeito colateral”. Como se Jones não estivesse falando o óbvio: é óbvio que revoluções armadas resultam em mortes.

Igualando Lenin a Josef Stalin, sobre quem pesa inclusive a suspeita de ter envenenado o antecessor para tomar o poder, os autores do artigo defendem que homenagear o líder soviético é elogiar “ditadores”. Fazem o mesmo com Nicolás Maduro, da Venezuela: para eles, a esquerda não deve defender Maduro da sabotagem, da tentativa de intervenção e do bloqueio dos EUA ao país, porque isso seria idêntico a “apoiar ditadura”, uma atitude pouco “estratégica” no momento.

Stalin tem todas as características de um psicopata: paranoia, complexo de perseguição; era sanguinário, vingativo e cruel. Um genocida. Mas não consigo entender por que os "grandes líderes" do capitalismo, afagados e homenageados pela direita, também não são chamados assim

Eu sou de esquerda e abomino a figura de Stalin. Concordo inteiramente com o escritor cubano Leonardo Padura, para quem Koba era “um psicopata”. Stalin tem todas as características de um: paranoia, complexo de perseguição; era sanguinário, vingativo e cruel. Um genocida. Mas não consigo entender por que os “grandes líderes” do capitalismo na História, afagados e homenageados pela direita, também não são chamados assim.

Tomemos como exemplo Winston Churchill, o primeiro-ministro ídolo do conservadorismo, que “nunca escondeu sua crença na ‘supremacia branca'”, que “considerava os indianos uma ‘raça inferior'” e que “tinha visões antissemitas”, segundo matéria, vejam só, da BBC, a televisão estatal britânica. Churchill “defendeu o uso de ‘gás venenoso’ contra curdos, afegãos e ‘tribos não civilizadas’ –seus defensores dizem que ele se referia ao gás lacrimogêneo. Mas também defendeu o uso de gás mostarda contra tropas otomanas”, lembra a reportagem.

Em janeiro de 2019, Ross Greer, um membro nacionalista do Parlamento da Escócia, causou rebuliço no Reino Unido ao acusar Churchill de ser um “assassino em massa” cujas decisões políticas contribuíram para a “grande fome” que matou cerca de 3 milhões de pessoas na província de Bengala, na Índia, quando o território ainda era colônia britânica, em 1943. A Índia pertenceu à Inglaterra entre 1858 e 1947.

A “grande fome” de Holodomor, na Ucrânia, é reconhecida como “genocídio” por 16 países. Já a “grande fome” de Bengala, na Índia, que levou a um número similar de mortes, não. Stalin é chamado de “genocida”, mas Churchill é louvado como “estadista”

“De acordo com o autor do livro A Guerra Secreta de Churchill, Madhusree Mukerjee, o primeiro-ministro se recusou a atender aos pedidos da Índia por trigo e continuou a insistir para que a colônia fornecesse arroz e combustível para o esforço de guerra”, continua a reportagem da BBC, citando que Churchill disse: “Odeio indianos. São pessoas horríveis com uma religião horrível”. Ele teria culpado os próprios indianos pela fome, acusando-os de “se reproduzir como coelhos”, e questionado por que Gandhi continuava vivo se a situação era tão ruim.

A “grande fome” de Holodomor, na Ucrânia, em 1933, frequentemente utilizada pela extrema direita para equiparar nazismo e comunismo, é reconhecida como “genocídio” por 16 países. Já a “grande fome” de Bengala, que levou a um número similar de mortes, não. Embora tenham estado lado a lado na guerra contra os nazistas, Stalin é chamado de “genocida” pela direita. Mas Churchill é louvado como “estadista”.

Quantos milhões de vítimas o imperialismo britânico fez no total? A União Soviética pós-Stalin apoiou fortemente o Congresso Nacional Africano na oposição ao apartheid na África do Sul. Em 1990, pouco antes de a URSS acabar, Nelson Mandela foi condecorado com o Prêmio Lenin Internacional da Paz.

É sobre História mesmo que se trata esta disputa? Ou é sobre tentar criminalizar uma ideologia em favor de outras? À luz dos fatos e das circunstâncias, não é possível apontar o dedo para os crimes cometidos por governantes ditos comunistas se não for feito o mesmo com governantes capitalistas

Os britânicos, ao contrário, se utilizaram do regime racista sul-africano para espoliar o país de suas riquezas minerais. Considerado o maior diamante lapidado do mundo até 1985, o Cullinan I orna o cetro da rainha Elizabeth, que recebeu dezenas de diamantes sul-africanos de presente desde a juventude. Mas nunca vimos ninguém na direita cobrando a execração da monarca britânica, cujo neto é casado com uma negra, por “opressão ao povo africano”, “racismo” e até “roubo”.

Os britânicos também tiveram campos de concentração na África do Sul, embora muita gente pense que a prática se restringiu aos nazistas. Foram pioneiros, aliás: entre 1900 e 1902, 30 antes dos primeiros Gulags soviéticos, o Reino Unido confinou mulheres e crianças bôere, famílias inteiras deixadas para morrer lentamente de desnutrição ou vitimados por epidemias.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os EUA também mantiveram ao redor de 120 mil pessoas, a maioria delas japonesas, mas com cidadania norte-americana, em campos de concentração, cercados com arame farpado e vigiados por guardas armados. Quem fugisse levava bala. Qualquer semelhança com o que outro ídolo da extrema direita, Donald Trump, faz hoje em dia com os imigrantes latinos não será mera coincidência.

O massacre perpetrado pelo rei belga Leopoldo II no Congo entre 1895 e 1908 continua desconhecido, talvez porque ele não era comunista. A população inteira do país foi subjugada e suas riquezas, roubadas. Alguém aí já viu recorrerem ao genocídio no Congo para atacar o capitalismo?

Tampouco a noção de “holocausto” se restringe historicamente ao que fizeram os nazistas contra os judeus. O massacre perpetrado pelo rei belga Leopoldo II no Congo entre 1895 e 1908 continua desconhecido, talvez porque ele não era comunista e as vítimas eram negros africanos. A população inteira do país foi subjugada e suas riquezas, roubadas pelo monarca. Os “desobedientes” tiveram seus membros decepados ou foram mortos. Alguém aí já viu recorrerem ao genocídio no Congo para atacar o capitalismo?

Congoleses mutilados pelo regime do rei belga no Congo

Outro holocausto de que ninguém fala para questionar as brutalidades do capitalismo foi o genocídio armênio durante a Primeira Guerra Mundial, quando cerca de 1,5 milhão de pessoas foram exterminadas pelos turcos. A União Soviética foi um dos primeiros países a reconhecer o genocídio e inaugurou, em 1967, um memorial em homenagem às vítimas armênias. Já os Estados Unidos só reconheceram o massacre armênio como genocídio, por incrível que pareça, no ano passado.

É sobre História mesmo que se trata esta disputa? Ou é sobre tentar criminalizar uma ideologia em favor de outras? À luz dos fatos e das circunstâncias, não é possível apontar o dedo para os crimes cometidos por governantes ditos comunistas se não for feito o mesmo com governantes capitalistas. Não se pode apoiar a invasão do Irã pelos norte-americanos para “libertar os iranianos” se não se apoiar a invasão da Arábia saudita para “libertar os sauditas” –para a esquerda, em ambos os casos, são os sauditas e iranianos que devem decidir seu próprio destino. Somos anti-intervencionistas, favoráveis à soberania dos povos, mas quando dizemos isso somos acusados de “defender o a ditadura iraniana”.

Obcecados pela ideia de parecer “isentos”, os dois jornalistas do Intercept defendem que, na “guerra de narrativas”, nossa estratégia seja não “elogiar ditadores”. Se não fizermos isso, sustentam, “continuaremos perdendo”. Ora, foi exatamente o que o PT fez durante os anos em que permaneceu no poder: expulsou do partido as “alas radicais”, abriu mão de se definir como um partido socialista, e fez concessões à direita. Foi por “elogiar ditadores” que “perdemos” ou foi porque, pelo contrário, deixamos de encarar batalhas importantes por medo?

Uma “esquerda” que ataca a própria esquerda com argumentos falaciosos da direita é que municia a direita. E uma esquerda que municia os inimigos não me parece nada estratégica. O foco hoje deveria ser tirar o país das mãos dos fascistas, e não colaborar com a tentativa de criminalizar os comunistas. Justiça seja feita, de esmagar nazistas eles entendiam como ninguém.

 


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João Junior em 23/01/2020 - 19h43 comentou:

Ou seja, na História também rola um macartismo!

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pedro de A. Figueira em 23/01/2020 - 20h08 comentou:

Acho ótima a discussão que você faz a partir dos chamados “Crimes de Stalin”. Não concordo totalmente com o método, digamos assim, de comparar genocídio com genocídio e ver quem ganha. A verdade é que mesmo considerando o número de crimes que Stalin teria cometido a partir sobretudo do que dizem os livros dos nazistas salvos pelo Departamento de Estado, os crimes dos países capitalistas dariam de lambuja.
Os capitalistas ingleses cometeram, além deste cavalar genocídio contra os indianos, crimes inomináveis contra seus patrícios, os trabalhadores. O estado de animalidade a que os capitalistas ingleses reduziram sua classe trabalhadora, e especialmente os irlandeses, está rigorosamente narrada no livro de Engels, A Situação da Classe Trabalhadora na Inglaterra, com ótima tradução feita pela Ed. Boitempo.
O resultado da comparação entre os crimes capitalistas e os crimes socialistas daria inteira vitória à democracia capitalista. Vitória, aliás, esmagadora. Somente a matança, em nome do cristianismo, feita pelos espanhóis na América, faria o mundo livre, como outrora eram batizados os países capitalistas, ocupar os primeiros lugares no Podium do Genocídio.
Se alguém quiser detalhes sobre a obra de limpeza feita pela Santa Inquisição, somente no caso da Espanha, pode ler o que Darwin diz em Descent of Man.
Não esquecer da matança feita em nome de Deus pelos católicos franceses na Noite de São Bartolomeu. O número de protestantes assassinados não é menos de 20 mil. Este é apenas um dos casos monstruosos perpetrados pelos católicos. Voltaire, em seu Tratado sobre a Intolerância mostra o que foi um período da história marcado por genocídios em nome do Deus católico.
A verdade é que os nazistas de ontem e de hoje não engolem a derrota da raça superior por aquele povinho comunista em Stalingrado.
Para que o leitor possa ter uma visão do estado atual da questão indicaria a entrevista dada por Grover Furr à revista A Verdade. Seu livro, publicado originalmente em inglês já foi traduzido para o francês, italiano, alemão e russo. Seu título em francês é Khrouchtchev a menti (Kruchov mentiu).
Também Losurdo, historiador italiano, falecido recentemente, trata da questão em mais de uma obra.
Vale a pena conferir.

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Josiane Gonçalves em 23/01/2020 - 21h05 comentou:

Obrigada por tão lúcido e elucidativo texto!

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Tom em 23/01/2020 - 21h07 comentou:

Justo. Ao mesmo tempo, precisamos considerar que, para alguém que não abrace ideais esquerdistas, não é aceitável que a esquerda acabe por repetir práticas desempenhadas pela direita. Acusam-nos de moralistas, ou pior, falsos-moralistas.

Se Stálin e Churchill foram genocidas, pesa mais na balança as ações de Stálin, por ser líder de uma nação socialista. Seu texto acaba me lembrando a falácia “mas e o PT?” tão repetida pelos minions.

Não creio que a intenção do Intercept seja a de colocar esquerda contra esquerda, mas a de favorecer a autocrítica. Perdemos terrenos importantes e a esquerda se revela cada vez mais fragmentada. O momento é de união.

Prestes subiu no palanque com Getúlio Vargas, o mesmo Getúlio que mandou sua esposa grávida para a Alemanha Nazista de Hitler. Se o momento exigia pragmatismo, será que é muito diferente agora? Poderemos.

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JOSE M A FERRARI em 23/01/2020 - 22h48 comentou:

Parabéns pelo ótimo artigo Cynara, além da resposta fundamentada aos jornalista do Intercept, muito elucidativo.

Responder

Carlos em 24/01/2020 - 00h53 comentou:

Pedro Figueiras, perfeito comentário…

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ADRIANOV ZHUKOV em 24/01/2020 - 05h53 comentou:

Parabéns a lúcida reportagem sobre os genocídios do capitalismo . Para maior compreensão da política de acumulação do capital de uma minoria que explora e mantém alienada a maioria, aconselho a leitura do livro : O Livro Negro do Capitalismo https://g.co/kgs/Uptcag . Só lembrando que Lênin ( 1870★1924 ) , organizou e liderou os conselhos populares ( soviets) na tomada do poder em 1917 , em uma Rússia destroçada pela 1° guerra , bem como, liderou junto com Trótsky os bolcheviques na guerra civil ( 1918/1921) contra 14 nações imperialistas , os quais auxiliaram os brancos czaristas , dentre eles os EUA, INGLATERRA, FRANÇA etc. 21 de Janeiro de 1924 , 96 anos da morte de Vladímir Ilich Lênin / ★ /LENIN ( 1870 ★ 1924 ) , Advogado , escritor , líder político popular , revolucionário , marxista e organizador da Revolução de Outubro na Rússia em 1917 . Suas diretrizes : ” Paz / Pão e Terra , ” foram a bússola para os conselhos populares ( soviets ) forjar um novo governo e retirar a Rússia da 1⁰ guerra e vencer a guerra civil e mais 14 nações capitalistas ( Estados Unidos , Inglaterra , França , Alemanha etc ) .
Qualquer revolução só vale algo, se puder se defender. V.I. Lenin. / Всякая революция лишь тогда чего – нибудь стоит, если она умеет защищатся.В. И. Ленин.👍 Rússia Soviética / Советская Россия .

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Fani G. Figueira em 24/01/2020 - 15h18 comentou:

Parabéns pelo artigo Cynara. Está mais do que na hora de sairmos do armário e nos apresentarmos como o que somos, defensores de uma sociedade fundada na igualdade. Sociedade cuja construção requer muita luta. Não temos um metro capaz de medir a violência e saber quem foi mais e quem foi menos violento. Até porque eles têm a imprensa, o cinema, o dinheiro, os meios de comunicação, em suma. Podem contar, recorrendo a lindas estrelas, a versão que quiserem. Nós somos apresentados, sempre, como os comedores de crianças. Não por acaso Taratino nos brindou com o excelente Bastardos Inglórios. Uma reflexão de como seria a história se nós a pudêssemos contar. A propósito, quem já ouviu falar nos crimes de Strosner? Ou de Trujillo? Ou de Batista? Franco? Salazar? Pinochet chegava às nossas televisões como o senhor de idade, doente, sentadinho numa cadeira de rodas. Malvado era Baltazar Garzón.

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Leonardo Garcia-Rosa em 25/01/2020 - 10h25 comentou:

Belíssimo texto Cynara. Parabéns pela lucidez. Um texto que coloca o dedo na ferida.

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Ramos Sobrinho em 25/01/2020 - 12h29 comentou:

Parabéns, Cynara e Pedro de A. Figueira. Muito obrigado por divulgar obras fundamentais. Muito obrigado a outros e outras comentaristas
que muito acrescentam na compreensão da “essência” da História.

Responder

Fabio Rossano em 26/01/2020 - 07h58 comentou:

Excelente artigo Cynara, parabéns!

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eloi beneduzi em 26/01/2020 - 23h27 comentou:

embora não concordando com o texto tem duas coisas importantes: uma coloca a discussão a nível de luta de classes…e à história como o mundo não terraplanista…gira para esquerda…com sobressaltos e retrocessos mas ao fim e ao cabo …para a esquerda; a segunda que a diferença entre socialistas e “capitalistas” e seus lacaios…fundamental…é que o objetivo dos socialistas é de acabar com o capitalismo…eqto q os capitalistas…agora no brasil em muitas partes do mundo liderados por neo fascistas..em últim instância..é de torturar , prender e matar os socialistas ou os de esquerda…No fascismo a violência absoluta ´é o metodo de impor suas políticas…Se a propriedade privada e o lucro são os referenciais maiores todo o resto inclusive a “democracia” formal são apenas detalhes.Só nas lutas anti colonialistas…a maioria apoiada pela URSS e lideradas na quase totalidade por marxistas, mandela, agostinho neto, samora machel, ho chi min etc. Nunca esquecendo que a revolução francesa, burguezia contra o feudalismo….foi um movimento de esquerda…guiado pelo iluminismo….A própria revolução norte americana, republicana, anti feudal foi de esquerda…quando até os maçons eram progressistas e de esquerda…embora marx nem sequer tivesse ainda se quer nascido…e muito menos escrito seu manifesto de 1848 e depois das Kapital….E o espectro que rondava sobre a europa…hoje ronda por todo o redondo planeta em que vivemos….o capitalismo não tem condições de corrigir as tremendas desigualdades por ele criadas..e tampouco salvar o planeta redondo…terra..i

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George Mello em 27/01/2020 - 08h26 comentou:

Parabéns pelo texto, Cynara!
Muito esclarecedor em tempos de trevas e falta de lógica.
Exercício obrigatório para a luta contra o poder e a miséria.
Acho que os meninos do TIB estão com a bola muito cheio.
Não é para menos, visto o deserto de boas frentes de combate à mentira.
Tomara que leiam e se dêem conta da pisada de de bola.
Como se fosse necessário algum combustível para a direita.
Abraços,
George

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Jorge G Nascimento em 28/01/2020 - 13h39 comentou:

“Não esquecer da matança feita em nome de Deus pelos católicos franceses na Noite de São Bartolomeu. O número de protestantes assassinados não é menos de 20 mil. Este é apenas um dos casos monstruosos perpetrados pelos católicos.” Penso que deve ser feita um novo entendimento sobre o acontecimento: os tais crentes foram mortos (as estatísticas vão de 4 mil a 40 mil…) exatamente pelo seu viés golpista, portanto, a ação foi defensiva considerando o que os “crentes” no poder faziam com os católicos. Esse acontecimento será repetido no Brasil, caso os mesmos crentes tomem o poder — ou sera que isso já não é visível?

Responder

Ulisses Galetto em 29/01/2020 - 07h31 comentou:

Parabéns a Autora pelo conhecimento e pela coragem de expô-lo com objetividade, coerência e inteligência.
Tamo junto!!!

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